Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade inaugura unidade em Feira de Santana

Dados do Ministério da Saúde revelam que mais da metade da população brasileira (52,5%) está com sobrepeso e, destes, 17,9% são obesos.

Dados do Ministério da Saúde revelam que mais da metade da população brasileira (52,5%) está com sobrepeso e, destes, 17,9% são obesos.

O NTCO (Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade) contará com atendimento na cidade de Feira de Santana. O atendimento será realizado no Centro Médico Dr. Silvio Marques (EMEC), no Ícone Tower. Fundado há 15 anos, o NTCO tem sua sede em Salvador e é um centro de referência no tratamento clínico e cirúrgico da obesidade e suas comorbidades.

Dados do Ministério da Saúde revelam que mais da metade da população brasileira (52,5%) está com sobrepeso e, destes, 17,9% são obesos. O cirurgião bariátrico Adriano Rios, do NTCO, lembra que a reeducação alimentar e a pratica de atividade física regular são essenciais para a prevenção do sobrepeso e da obesidade.  Considerada uma doença crônica, multifatorial, progressiva e que pode causar a morte precoce, a obesidade resulta de um desequilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade gasta, causando acúmulo de gordura. A doença é reconhecida, hoje, como importante problema de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, trata-se de uma epidemia global, decorrente de hábitos alimentares, sedentarismo e fatores genéticos. Uma pessoa com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 é considerada obesa. O IMC é calculado dividindo-se o peso da pessoa em quilos por sua altura ao quadrado.

Entre as doenças e complicações associadas à obesidade, estão hipertensão arterial,  doenças cardiovasculares, doenças osteoarticulares, diabetes, problemas de circulação, refluxo gastroesofágico, apneia so sono, esteatose hepática (gordura no fígado), câncer, disfunções respiratórias, depressão e outros transtornos psicológicos. Quando a obesidade chega a um nível crítico e a dieta, as sociada às atividades físicas, não causam efeito, é necessária a intervenção médica. “Quando o grau de obesidade ou de doenças associadas colocam em risco a vida da pessoa, o tratamento cirúrgico pode ser a alternativa mais eficaz”, explica o médico Adriano Rios, que também é presidente do Capítulo da SBCBM na Bahia (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica). A indicação cirúrgica pode ser feita dos 18 aos 65 anos.

O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo no ranking da cirurgia bariátrica, atrás apenas dos Estados Unidos. Somente em 2016, 100.512 pessoas fizeram cirurgias de redução de estômago em todo o país, o que representa um aumento de 7,5% em relação ao ano de 2015, quando 93,5 mil pessoas realizaram o procedimento, de acordo com dados da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. A população feminina representa mais de 70% das cirurgias realizadas no Brasil.

Além da reduzir o peso, melhorar a saúde em diversos aspectos e promover a qualidade de vida, a cirurgia bariátrica colabora com a recuperação da autoestima do paciente. Apesar de ser bastante segura, a cirurgia bariátrica apresenta riscos como qualquer procedimento cirúrgico. “Cada paciente precisa ser avaliado criteriosamente. Ele deve ser esclarecido sobre como é o procedimento, as condições para o pré e o pós-operatório e quais os hábitos que deverá adotar após a cirurgia”, esclarece o especialista.

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