Ex-presidente Dilma Rousseff afirma que não recua na luta pela democracia e que mídia golpista atua contra líderes democráticos

Ex-presidente Dilma Rousseff luta pela democracia e denuncia atuação persecutória da mídia golpista.

Ex-presidente Dilma Rousseff luta pela democracia e denuncia atuação persecutória da mídia golpista.

Em clima de denúncia pela articulação entre a mídia oligopolista e o judiciário para eliminar o projeto democrático e popular no Brasil, o Partido dos Trabalhadores realizou nesta sexta feira (12/05/2017), em Porto Alegre, um debate com a presença de importantes lideranças nacionais.

A presidenta Dilma Rousseff afirmou que não se atemoriza com a campanha de denúncias, pois já conhece a estratégia de “julgar e condenar” da mídia, e que os oligopólios de comunicação não resistiriam à democratização e à livre concorrência.

Os senadores Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann, que atualmente concorrem à presidência nacional do PT, e Dilma Rousseff analisaram o golpe parlamentar votado no Senado há exatamente um ano, e fizeram projeções para o futuro.

Enquanto para o senador Lindberg (PT/RJ) o impeachment deve ser analisado como um “golpe de classe” cujos componentes se associam historicamente a Getúlio Vargas e Juscelino, a senadora Gleisi (PT/PR) considera que trata-se de uma estratégia para permitir a imposição de um programa que seria inviável por meio de eleições.

Para ambos é necessário neste momento que a sociedade eleve o tom da denúncia do governo golpista para impedir a prevalência de um estado de exceção, e a realização de eleições diretas para a Presidência da República. Qualquer tentativa de barrar esse projeto é outro golpe, afirmou a senadora paranaense.

Mídia golpista

– Não me atemorizo. Não por ser uma balela o que está acontecendo, mas é porque resisto. Tenho uma enorme capacidade de resistir, e isso incomoda muito, declarou Dilma Rousseff em seu pronunciamento ao público que a recebeu na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Estarrecida com a persistência do ataque articulado entre os meios de comunicação e o poder judiciário para obter a condenação sua e de Lula por denúncias não comprovadas, e pelo uso da memória de Maria Letícia pela Revista Veja – “Não a respeitaram em vida, não respeitaram pelo sofrimento que a matou, não respeitaram Lula e não a respeitaram nem quando morta”, Dilma Rousseff avaliou que há um ano não estava claro na consciência do povo brasileiro as razões do golpe:

“Alguns compreendiam as reais razões, eram poucos, mas tivemos que disputar com muita força a narrativa dos fatos, para demonstrar que era um golpe, que não basta o cumprimento de aspectos formais, como processo legal, votações na Câmara e no Senado. Não era legal porque os fundamentos eram frágeis, não se impede um presidente por três decretos e um Plano Safra… não está previsto na Constituição brasileira o afastamento pelo chamado conjunto da obra. O que aconteceu foi golpe parlamentar, embora as razões do grupo parlamentar não fossem as principais…”, argumentou.

Segundo a presidenta afastada, as verdadeiras razões situam-se na implantação de propostas neoliberais que enfatizam a financeirização da economia em detrimento da produção, beneficiando os bancos, a mudança de modelo de previdência e legislação trabalhista e a entrega do patrimônio público. Dilma destacou que as medidas do governo Temer aprovadas pelo Congresso, como o congelamento dos gastos sociais por vinte anos, afetam a democracia em profundidade:

“O mais grave da Emenda Constitucional 95 é, ao tirar os pobres do orçamento, também tirar a população da decisão de aonde vai o dinheiro, impedindo, por cinco eleições, que novos presidentes possam direcionar o orçamento para onde a população apontou, segundo o programa apresentado pelo que for eleito. Isso fere a democracia, fere o voto popular, é um verdadeiro retrocesso, um ataque à democracia e à República”.

Para ela, a população brasileira está tomando consciência do golpe e do quão danoso é o projeto que carrega. E porque tem na memória passada e recente tudo o que significaram as políticas implementadas a partir de 2003 nos governos de Lula e nos seus mandatos presidenciais, quando o Brasil foi retirado do Mapa da Fome da ONU e reduzidas as desigualdades sociais.

– Mesmo sob estarrecedor e mais violento cerco que poderia ser feito a uma pessoa, Lula mantém-se em primeiro lugar. Sabem por que? O povo brasileiro não engoliu o processo de desmoralização e perda da condição civil que tentam fazer com ele. Mas o povo não é bobo, nesse um ano de governo ficou claro o real interesse que esse golpe sustentou”, concluiu Dilma.

Confira o artigo da ex-presidente Dilma Rousseff ‘‘Veja’ ataca covardemente memória de Marisa’

Uma das mais queridas figuras da história recente de nosso País, Marisa Letícia Lula da Silva faleceu em fevereiro, vítima de um persistente e injusto ataque. Feriram a ela, ao seu companheiro de vida, seus filhos, enfim, a toda a família. Uma mulher que amava seu País e tinha profundo compromisso com o povo brasileiro. Agora, mesmo depois de sua morte, continua sendo alvo da mais cruel perseguição pela mídia.

Não foi suficiente a devassa sofrida em seu lar, vasculhado por policiais, na vida privada invadida, na pressão sobre filhos e netos. Não bastaram os grampos injustificados e as acusações sem provas que corroeram sua saúde.

A revista Veja, desta semana, julga ser necessário ferir sua memória, atingindo tudo o que ela mais amou. Essa campanha perversa e sórdida de destruição da imagem do ex-presidente Lula usa do que há de pior no jornalismo para levantar as mais perversas calúnias e falsidades.

O Brasil não merece esse jornalismo desqualificado e grotesco. Se não a respeitaram em vida que a respeitem depois de morta.

Dilma Rousseff

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

Manchete

Colunistas e Artigos

+ Publicações >>>>>>>>>

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]