EUA: presidente Donald Trump ordena “cercar e aniquilar” Estado Islâmico em todos os lugares; França e Alemanha resistem

Presidente Donald Trump ordena "cercar e aniquilar" Estado Islâmico em todos os lugares.

Presidente Donald Trump ordena “cercar e aniquilar” Estado Islâmico em todos os lugares.

O secretário de Defesa dos EUA, general James Mattis, anunciou nesta sexta-feira (19/05/2017) que o presidente Donald Trump ordenou a adoção da estratégia de “cercar e aniquilar” o Estado Islâmico (EI) em todas as zonas onde o grupo jihadista opera. As informações são da agência EFE.

Em uma coletiva de imprensa no Pentágono, Mattis assegurou que o objetivo é que o EI não escape das zonas onde resiste, a fim de eliminá-lo. Junto ao chefe do Estado Maior, general Joseph Dunford, Mattis anunciou uma “mudança tática” que não buscará deslocar os jihadistas de suas posições, mas “cercá-los”.

Impedir a fuga

A nova estratégia – que não se restringirá à Síria e ao Iraque apenas, mas também alcançará outros lugares onde há presença do grupo jihadista, como Líbia e Afeganistão – pretende fazer com que os combatentes estrangeiros que se juntaram ao EI não possam fugir e retornar a seus países.

“Os combatentes estrangeiros são uma ameaça estratégica”, apontou Mattis, dizendo que “aniquilará” essa ameaça para que não ponham em risco outros países.

Ele disse que as regras de combate não mudarão e que continuará tentando fazer o possível para minimizar as vítimas civis nos bombardeios e operações americanas de apoio às forças locais na Síria e no Iraque.

O anúncio da nova estratégia ocorre na véspera do início da primeira viagem internacional de Trump como presidente à Arábia Saudita, Israel e Europa, onde a luta contra o terrorismo jihadista será tema central das conversas, especialmente na capital saudita Riad e na reunião de cúpula da Otan, em Bruxelas.

Recuperação

As forças iraquianas estão a ponto de libertar totalmente a cidade iraquiana de Mosul, que há três anos marcou o início da rápida expansão do Estado Islâmico na Síria e Iraque. Além disso, forças curdas e árabes, aliadas da coalizão contra o grupo terrorista, estão preparando uma ofensiva contra a cidade de Al Raqqa, na Síria, tida como a capital de fato do grupo jihadista.

Internacional

A França e a Alemanha estão resistindo a um plano dos Estados Unidos para que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desempenhe um papel maior na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque. As informações são da agência Reuters.

Muitos membros da Otan acreditam que o plano será anunciado em Bruxelas na próxima quinta-feira (25), quando Trump participa de sua primeira cúpula da organização, disseram aliados. Entre as preocupações estão a que a Otan se veja presa em mais uma mobilização militar custosa, como a do Afeganistão, que irrite alguns países árabes ou arrisque um confronto com a Rússia na Síria.

“Eles não estão engolindo essa”, disse um diplomata europeu veterano na Otan, segundo o qual outras nações, incluindo Grécia e Itália, também estão receosas com a proposta. “Eles querem saber que diferença faria. Todos os 28 aliados da aliança já são parte deste esforço”, disse o diplomata, se referindo à coalizão de 68 nações liderada pelos EUA que combate o EI e que inclui todos os membros da Otan.

Em aberto

Autoridades francesas e alemãs não quiseram comentar, mas a chanceler alemã, Angela Merkel, deixou em aberto a possibilidade da Otan como instituição se juntar à coalizão, quando se reuniu com o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, na semana passada. Ambos descartaram qualquer função de combate para a Otan na Síria e no Iraque.

O novo presidente francês, Emmanuel Macron, deverá ter um almoço com Trump antes da reunião de Bruxelas na próxima quinta-feira (24), quando possivelmente discutirão o tema.

Embora o Estado Islâmico esteja prestes a ser derrotado em seu reduto iraquiano de Mosul e se preparando para um ataque contra sua capital síria em Raqqa, autoridades dos EUA temem que a fuga dos militantes crie um vácuo que poderia levar combatentes tribais árabes a se voltar uns contra os outros para ganhar controle.

Autoridades norte-americanas dizem que a Otan como instituição poderia contribuir com equipamentos, treinamento e o conhecimento que acumulou liderando uma coalizão contra a Al Qaeda e o Taliban no Afeganistão. Os chefes militares da Otan são a favor da medida, segundo o general Petr Pavel, presidente do conselho do comitê militar da aliança.

Diplomatas disseram que isso poderia significar que a Otan usaria seus aviões de vigilância sobre a Síria, realizaria operações de comando e controle e forneceria reabastecimento aéreo.

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