EUA: ex-diretor do FBI é apontado para investigar ingerência russa

 

Presidente Donald Trump e  vice-presidente Mike Pence.

Presidente Donald Trump e vice-presidente Mike Pence.

Departamento de Justiça americano anuncia Robert Mueller como conselheiro especial para conduzir apuração sobre suposta interferência de Moscou no processo eleitoral em 2016. Oposição exigia investigação independente.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos nomeou nesta quarta-feira (17/05/2017) o ex-diretor do FBI Robert Mueller como conselheiro especial, responsável por conduzir as investigações acerca da suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas no ano passado.

O anúncio surge após repetidas solicitações dos democratas para que tais inquéritos fossem comandados por alguém que não estivesse atrelado ao Departamento de Justiça americano.

“Com base nas circunstâncias únicas, o interesse público exige que eu coloque esta investigação sob a autoridade de uma pessoa que exerce um grau de independência da cadeia normal de comando”, afirmou o procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein, ao anunciar a nomeação de Mueller.

O funcionário acrescentou que sua decisão não se trata de uma “constatação de que crimes foram cometidos ou de que um processo judicial é justificado”. “Eu não fiz essa determinação”, disse Rosenstein em nota. Não ficou claro se o presidente Donald Trump teve participação na decisão.

A polícia federal americana conduz investigações que apuram uma suposta ingerência russa nas eleições de 2016, bem como uma ligação entre o governo em Moscou e a campanha de Trump.

O tema, inclusive, vem cercado de polêmicas desde que o presidente demitiu o então diretor do FBI, James Comey, no último dia 9 de maio. Primeiramente, o afastamento levantou questões sobre os motivos de Trump, uma vez que foi sob o comando de Comey que o FBI deu início às investigações.

Já nesta terça-feira, o presidente foi acusado de ter pedido ao então diretor do FBI, em fevereiro, que encerrasse uma dessas investigações, a que envolveria o ex-conselheiro de Segurança Nacional de Trump Michael Flynn, segundo relatos publicados pela imprensa americana.

Flynn renunciou ao cargo em fevereiro, após admitir ter mentido para autoridades sobre o conteúdo de conversas telefônicas que manteve com o embaixador russo, Serguei Kislyak, em dezembro.

Deputados democratas e republicanos elogiaram nesta quarta-feira a nomeação de Mueller, que comandou o FBI entre 2001 e 2013. O democrata Elijah Cummings afirmou que Rosenstein “fez uma escolha sólida, colocando nosso país e o sistema judiciário em primeiro lugar”. O republicano Jason Chaffetz também se declarou satisfeito, dizendo que Mueller possui “credenciais impecáveis”.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]