Esquadrão de Polícia Montada da Bahia celebra 30 anos de reativação

Solenidade marcou comemoração pelos 30 anos do Esquadrão de Polícia Montada da Bahia.

Solenidade marcou comemoração pelos 30 anos do Esquadrão de Polícia Montada da Bahia.

Profissionais que trabalham diariamente com o cavalo, como vaqueiros, amazonas e policiais, chegam a duvidar de que o cão é o melhor amigo do homem diante das inúmeras utilidades do animal. Essa sensação pode ser conferida na manhã desta quarta-feira (10/05/2017), durante a solenidade promovida pelo Esquadrão de Polícia Montada, em comemoração ao Dia da Cavalaria e ao Marechal Manuel Luís Osório, patrono da Arma de Cavalaria.

O evento marcou também os 30 anos de reativação do Esquadrão da Polícia Montada e contou com a presença do comandante-geral da PM, coronel Anselmo Brandão e do comandante da 6a Região Militar do Exército, General Joarez Alves Pereira. Após ato que marcou a aposentadoria do cavalo Aspen, que serviu à unidade por 15 anos, e agora terá o descanso merecido numa fazenda da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no município de Entre Rios, sete potros nascidos no quartel e que começaram a ser treinados para servir ao esquadrão foram apresentados aos convidados.

Segundo o comandante da unidade, major Aloysio Herwans, atualmente são 76 cavalos e 126 policias militares em atuação. “Nós executamos o policiamento ostensivo nas praias de Salvador, nas praças, em grandes eventos, principalmente esportivos, onde a presença do cavalo e o policial sobre ele dá uma ostensividade maior do que o policial a pé. Também atuamos, quando necessário, no controle de tumultos e distúrbios civis”, explicou o major Herwans, lembrando que além de Salvador e Região Metropolitana, o esquadrão atua nos municípios de Feira de Santana e Itabuna.

Equoterapia

Ainda segundo ele, a raça utilizada atualmente é a Puro Sangue Lusitano, por conta de suas características. Animal mais dócil que outras raças e com grande grau de inteligência, aprende com mais facilidade os comandos. Além disso, os animais utilizados pela unidade precisam ter o mínimo de 1,60 metro de altura de cernelha (região localizada entre os ossos do ombro e a base do pescoço).

Para o coronel Anselmo, além do trabalho policial, o Esquadrão de Polícia Montada realiza uma importante ação social com a Equoterapia, que atende pessoas com deficiência ou necessidades especiais. “Para se ter uma ideia, uma dupla de policiais cavaleiros é o mesmo que dez PMs na rua, ou seja, tem mais ostensividade, e a atuação conjunta com a Associação Baiana de Equoterapia (ABAE) representa uma atividade da Polícia Militar de extrema importância social”, afirmou.

De acordo com superintendente da ABAE, a pedagoga Maria Cristina Guimarães, 170 pessoas com algum tipo de deficiência participam das aulas de equoterapia no local. “Só em você tirar uma criança de uma cadeira de rodas e colocar em cima de um cavalo, o ganho psicológico é enorme, trabalha com a autonomia e a satisfação, e o movimento do animal ajuda o sistema neuropsicomotor”, disse Guimarães, que realiza o trabalho há 25 anos, e atua também n 19o Batalhão de Caçadores do Exército, no bairro do Cabula.

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