Dono da JBS gravou senador Aécio Neves pedindo R$ 2 milhões em propina, informa jornal ‘O Globo’

Senador Aécio Neves teria justificado o pedido de propina dizendo que precisava de dinheiro para custear defesa na Lava Jato. Informação é do jornal 'O Globo'.

Senador Aécio Neves teria justificado o pedido de propina dizendo que precisava de dinheiro para custear defesa na Lava Jato. Informação é do jornal ‘O Globo’.

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, maior processadora de carne do mundo, teria gravado o senador e presidente do PSDB Aécio Neves (MG) pedindo R$ 2 milhões sob a justificativa de custear a defesa na Operação Lava Jato. A informação foi publicada no início da noite desta quarta-feira (17/05/2017) pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Na gravação de Batista, que fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, ao lado de seu irmão Wesley Batista e outros cinco executivos da JBS, Aécio teria sugerido que o dinheiro fosse entregue a um primo.

“Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”, propôs Joesley.

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”, teria respondido Aécio.

De acordo com O Globo, o presidente do PSDB indicou um primo, Frederico Pacheco de Medeiros, para receber o dinheiro. ‘Fred’ foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores da campanha do tucano a presidente em 2014.

Segundo a matéria de O Globo, o presidente do PSDB teria dito ao empresário que o valor custearia o trabalho do advogado Alberto Zacharias Toron. “A menção ao advogado já havia sido feita pela irmã e braço-direito do senador, Andréa Neves. Foi ela a responsável pela primeira abordagem ao empresário, por telefone e via WhatsApp (as trocas de mensagens estão com os procuradores)”, diz a reportagem.

“Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”, teria dito Joesley ao tucano. “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”, teria respondido Aécio, em uma suposta referência a seu primo Frederico Pacheco de Medeiros.

A conversa teria durado 30 minutos e foi gravada em um hotel em São Paulo.

Segundo o colunista de O Globo, o dinheiro foi entregue em quatro parcelas de 500.000 reais a Medeiros pelo diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud. Uma das entregas teria sido filmada pela Polícia Federal, ocasião em que Frederico Medeiros teria repassado o dinheiro a Mendherson Souza Lima, secretário do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

O jornal também informa que a PGR tem indícios de que essa parte do dinheiro não foi destinada ao pagamento do advogado. A PF teria seguido Souza Lima, que fez três viagens de carro a Belo Horizonte para levar a propina. Ele teria remetido os 500.000 reais à empresa Tapera Participações Empreendimentos Imobiliários, de Gustavo Perrella, filho de Zezé Perrella.

Aécio Neves comenta

O senador Aécio Neves está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Alberto Zacharias Toron, advogado do senador Aécio Neves, Comenta

“Fui surpreendido pelo noticiário da imprensa. Efetivamente não recebi dinheiro algum. Vou consultar meu cliente (Aécio) sobre o que aconteceu.”.

*Com informações do Estadão, Veja e O Globo.

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