Deputado Robinson Almeida diz que nomeação de Torquato Jardim como ministro da Justiça é para atender interesse da defesa criminal do presidente Michel Temer

Presidente Michel Temer é investigado pela Procuradoria-Geral da República por obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosa. Inquérito foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.

Presidente Michel Temer é investigado pela Procuradoria-Geral da República por obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosa. Inquérito foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.

Em nota, encaminhada neste domingo (29/05/2017), o deputado federal Robinson Almeida (PT/BA) criticou a troca do comando do ministério da Justiça, promovida pelo presidente Michel Temer. Na avaliação do parlamentar, a finalidade da nomeação de Torquato Jardim não é para que o Governo Temer passe a ter mais justiça ou transparência. Ela objetiva promover a leniência com o esquema de corrupção que atinge o próprio mandatário, usando o aparato de governo como instrumento de defesa criminal.

Segundo Robinson Almeida, “O troca-troca do Ministro da Justiça, Osmar Serraglio, pelo Ministro da Controladoria Geral da União, Torquato Jardim, não significa nenhuma mudança de qualidade nas pastas. Atende a outros objetivos, não ao interesse público.”.

O parlamentar infere que “a Justiça, a gestão de Serraglio fechou os olhos a onda de violência e a chacina praticadas recentemente pelas forças policiais em Brasília e no Pará, respectivamente.”.

“A pasta da Transparência, na era Torquato, não conseguiu sequer controlar o desvio de função de uma assessora do gabinete presidencial que servia como babá do filho de Temer no Palácio do Jaburu.”, comentou.

“O ministério fui mudado para reforçar a defesa jurídica de Temer no julgamento do TSE, pois Torquato Jardim foi Ministro daquela corte. Já Serraglio, envolvido na operação Carne Fraca, vai pra CGU porque o deputado da Mala da JBS, Rocha Loures, seu suplente, não pode ficar sem imunidade. Os acordos de leniência das empresas também passam pela pasta.”, afirmou.

Robinso Almeida concluiu a crítica, declarando que a “manobra é o ocaso do governo que transformou seu ministério num bunker para defendê-lo das graves acusações de ilícitos. Temer não tem mais salvação.”.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).