Nova Rota da Seda: China diz que iniciativa para infraestrutura na Eurásia é projeto do século

Segundo o presidente chinês Xi Jinping, a iniciativa chinesa de reativar o trajeto da milenar Rota da Seda, vai beneficiar as pessoas em todo o mundo.

Segundo o presidente chinês Xi Jinping, a iniciativa chinesa de reativar o trajeto da milenar Rota da Seda, vai beneficiar as pessoas em todo o mundo.

Em seu discurso de abertura no Fórum do Cinturão e da Rota para a Cooperação Internacional (Belt and Road Forum for International Cooperation, em inglês), no domingo (14/05/2017), o presidente chinês Xi Jinping disse que a iniciativa proposta pela China de promover investimentos em infraestrutura em países da Ásia, Europa e África que integram o trajeto da milenar Rota da Seda, é um “projeto do século” que vai beneficiar as pessoas em todo o mundo.

A iniciativa chinesa visa promover uma rede de infraestrutura, comércio e cooperação econômica ao longo dos mais de 60 países que compõem o que Pequim pretende estabelecer como uma Nova Rota da Seda, revivendo no século 21 as rotas milenares que conectavam o Ocidente e o Oriente.

O evento em Pequim, que começou no domingo (14),e conta com a presença de quase 30 chefes de Estado e de governo é o mais importante desde que a iniciativa Um Cinturão, Uma Rota (One Belt, One Road) foi lançada em 2013 pelo presidente Jinping.

O fórum tem por objetivo construir uma agenda comum e acordos de cooperação para aumentar o investimento em projetos de infraestrutura em países da Ásia, da Europa e da África.

Investimentos

O presidente Xi anunciou que a China fará uma contribuição adicional de cerca de US$ 14,5 bilhões para o Fundo da Rota da Seda, criado em 2014 para apoiar obras de transporte, telecomunicações e energia, cujo capital inicial era de US$ 40 bilhões.

Dois bancos chineses estabelecerão esquemas de financiamento especial com valor total de US$ 55,1 bilhões para apoiar os projetos de cooperação do Cinturão e da Rota, segundo Xi. A China também prometeu destinar US$ 8,7 bilhões aos países em desenvolvimento e às organizações internacionais que participam da iniciativa.

Apesar de a proposta estar originalmente focada na Eurásia e na África, Xi afirmou que outras regiões do mundo estão convidadas a participar da iniciativa. O líder chinês defendeu a integração dos mercados, a abertura comercial e o fortalecimento do sistema multilateral mundial. com o objetivo de diminuir a desigualdade social, promover o desenvolvimento e aumentar a segurança e a paz internacionais.

Nova postura

“Devemos instaurar uma nova postura nas relações internacionais, de mútua cooperação e benefícios compartilhados”, disse Xi Jinping. “Este é um caminho de abertura para o mundo e não de isolamento”, afirmou o presidente, enfatizando que a comunidade internacional deve procurar resolver os conflitos por meio do diálogo.

Xi destacou que a China não tem a intenção de interferir nos assuntos internos de outros países ou impor sua vontade a outras nações com a nova iniciativa. “Não queremos criar um pequeno grupo de amigos em detrimento da estabilidade [mundial]”, acrescentou.

China firma acordos com 68 países para criar uma nova Rota da Seda

Em sintonia com a sua proposta de estabelecer uma nova Rota da Seda, revivendo no século 21 as rotas comerciais milenares que conectavam o Ocidente e o Oriente, a China firmou acordos de cooperação com 68 países e organizações internacionais no âmbito da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota (One Belt, One Road).

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15/05/2017) pelo presidente chinês Xi Jinping, em pronunciamento à imprensa ao final do Fórum do Cinturão e da Rota para a Cooperação Internacional (Belt and Road Forum for International Cooperation, em inglês), realizado na capital chinesa. A meta de Pequim é promover uma extensa rede de infraestrutura, comércio e cooperação econômica ao longo dos mais de 60 países que compõem o extenso trajeto que engloba a Europa, a Ásia e a África.

O evento em Pequim, que começou ontem (14), contou com a presença de 29 chefes de Estado e de governo e representantes de mais de 100 países, e praticamente consolida a iniciativa lançada em 2013 pelo presidente Xi Jinping.

Economia global

Em comunicado conjunto divulgado no encerramento do encontro, os líderes reafirmaram seu compromisso de construir uma economia global aberta e com livre comércio e de se opor a todas as formas de protecionismo no âmbito dessa articulação internacional.

Hoje, na abertura do segundo dia do fórum, Xi Jinping fez um apelo para aprofundamento da cooperação entre os países e com os organismos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) para retomar a economia global. Para ele, a desaceleração econômica mundial ocorre em meio “a um crescente protecionismo que deve ser evitado”.

A China tem defendido a globalização e o livre comércio, em contraposição ao discurso protecionista de algumas nações. “A melhor maneira de enfrentar os desafios globais é pela cooperação e conectividade”, disse Xi Jinping. Segundo ele, a reunião construiu um consenso entre os países para deslanchar o potencial das economias situadas ao longo da Nova Rota da Seda.

O próximo fórum internacional da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota  (One Belt, One Road) está previsto para ocorrer na China em 2019.

China propõe juntar nova Rota da Seda a plano europeu de investimento

O presidente da China, Xi Jinping, propôs nesta terça-feira (16/05/2017) “acoplar” a iniciativa da nova Rota da Seda ao plano europeu de investimento – conhecido como Plano Juncker – para “dar um novo impulso” às relações entre a China e a União Europeia (UE), informou a agência estatal chinesa Xinhua.

Xi Jinping fez estas declarações durante a reunião com o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, que compareceu ao fórum da Nova Rota da Seda, finalizado ontem, em Pequim. “A China espera que a Itália possa desempenhar um papel positivo na UE para proteger o desenvolvimento das relações”, afirmou Xi. As informações são da agência EFE.

O governante chinês destacou ainda a importância do investimento “bilateral, na construção de parques industriais, no comércio eletrônico e na inovação” como áreas para aprofundar a cooperação com a Itália.

Gentiloni, por sua vez, disse que seu país está disposto a “participar da cooperação no marco da Nova Rota da Seda”, iniciativa que qualificou como “um sinal positivo para a economia mundial e o comércio internacional, especialmente em matéria de infraestrutura”.

O premier italiano expressou ainda a vontade de seu governo de reforçar a colaboração com a China em cultura, economia, educação, saúde pública, tecnologia e turismo, bem como em agricultura e finanças. Sobre estes dois últimos campos, China e Itália assinaram hoje uma série de documentos de cooperação.

Chefes de Estado e de governo de 29 países participaram da reunião de cúpula da Nova Rota da Seda realizada na capital chinesa no domingo e na segunda-feira (15), para fomentar a conectividade e o comércio entre a Ásia, a Europa e a África através de novas infraestruturas.

*Com informação da Agência Brasil.

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