Café, o pretinho básico que não sai de moda; Bahia é um dos principais estados produtores do país

Produção de café da Fazenda Rigno, no município de Piatã, Chapada Diamantina.

Produção de café da Fazenda Rigno, no município de Piatã, Chapada Diamantina.

Falar sobre a paixão dos brasileiros pelo café é chover no molhado. De norte a sul, de leste a oeste, o pretinho é consumido em grandes quantidades todos os dias e em todos os horários. Sua importância é tão grande que há até um dia dedicado a ele, o 24 de maio, escolhido por um motivo prosaico: é quando começa a colheita em grande parte das regiões cafeeiras nacionais. O grão, que já foi chamado de ouro verde e por muito tempo foi o principal produto da pauta de exportações nacional, teria chegado ao País no século 18, trazido de Portugal ou da Guiana Francesa, a depender de quem conta a história.

Na Bahia, a colheita, por sinal, já começou. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes Araújo, os primeiros frutos da estação começam a ser tirados do pé no sul do estado, onde é produzido o tipo conillon, e no semiárido, dominado pelo arábica. É uma atividade que utiliza mão de obra intensiva. Nada menos do que 300 mil pessoas (aí incluídos trabalhadores informais e temporários) atuam na cadeia produtiva do café em nosso estado. São oito milhões no País inteiro.

“O café é sem dúvida uma paixão nacional e sua cadeia produtiva movimenta diferentes áreas, da fazenda à nossa xícara. O cultivo da terra é o pontapé inicial, onde muitos agricultores familiares tiram o sustento da sua família. Ele cria empregos na indústria e movimenta as exportações”, afirma Jaques Wagner, secretário de Desenvolvimento Econômico, e apaixonado pelo café.

No último ano safra, entre julho de 2015 a junho de 2016, o Brasil exportou mais de 35 milhões de sacas para 127 países, gerando uma receita de US$ 5,3 bilhões. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Os EUA lideram o ranking de países que mais importam o café brasileiro, seguido da Alemanha, Itália e Japão.

A Bahia é o quarto produtor nacional de café depois de Minas Gerais, responsável por 50% da produção, Espírito Santo e São Paulo. Nos últimos anos, a região da Chapada Diamantina, tem conquistado paladares apurados com sua produção essencialmente gourmet.

De acordo com o Centro do Comércio de Café da Bahia foram exportados pelo estado 135.741 sacas no ano de 2016. Entre janeiro e março de 2017, foram exportadas 41.296 sacas para 18 países. Os EUA foram os que mais importaram o café baiano neste primeiro trimestre, sendo responsável por 29% da compra. Alemanha, Bélgica, Espanha e Grécia também são grandes consumidores do nosso café.

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