Após presidente Michel Temer negar renúncia, povo ocupa ruas por ‘Diretas Já’

Manifestação contra o governo Temer. Polícia e manifestantes entram em conflito. Além de Brasília, foram registradas manifestações no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, entre outras cidades.

Manifestação contra o governo Temer. Polícia e manifestantes entram em conflito. Além de Brasília, foram registradas manifestações no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, entre outras cidades.

Um dia após a denúncia de que o presidente Michel Temer (PMDB-SP) teria participando diretamente da negociação de propina para comprar o silêncio do réu e ex-deputado Eduardo Cunha, manifestantes saíram às ruas reivindicando eleições diretas no país.

Durante a tarde desta quinta-feira (18/05/2017), em pronunciamento, o presidente Michel Temer afirmou que não irá renunciar. Com isso, os movimentos sociais e a oposição realizaram manifestações. No mesmo dia foi protocolado um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados pelo PT e partidos de oposição. Além das manifestações de quinta-feira, foram programadas para sexta-feira (19) manifestações envolvendo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as frentes populares convocaram um grande ato para domingo.

No Rio de Janeiro ocorreu a maior manifestação, com cerca de 70 mil pessoas que se reuniram no Centro para uma marcha contra Temer e em defesa de eleições diretas. Os atores Wagner Moura, Leandra Leal e Humberto Carrão foram alguns que marcaram presença no ato.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e o deputado Chico D’Ângelo (PT-RS) também participaram da manifestação na capital fluminense que, ao final, foi reprimido pela Polícia Militar.

Em São Paulo, a mobilização se concentrou no MASP e seguiu pela Avenida Paulista, coração financeiro e cultural da cidade, até parar em frente ao prédio onde há um escritório da Presidência. Mesmo sob forte chuva, centenas de pessoas pararam a avenida por horas, reivindicando eleições diretas e a saída do presidente golpista.

Uma das manifestantes, a estudante Fabíola Loguercio, diretora da UBES, afirmou que “estamos aqui ocupando a Paulista, assim como ontem, quando saiu a notícia do Temer. Para além do Fora Temer, a gente exige diretas já”. Ela defendeu que “quem precisa definir os rumos do país é o povo, o povo precisa decidir, precisa votar quem vai ser eleito presidente do nosso país”.

O estudante de economia Matias Domingo disse que “Temer escolheu disputar com todo o sistema político. Todo mundo estava falando que era melhor ele sair, mas a gente sempre esteve pronto para pedir as diretas”. Para o jovem, “agora que ele resolveu ficar, nós temos que fazer dois enfrentamentos principais. O primeiro é impedir que ele mantenha a agenda tal como ele estava planejando, as reformas não podem sair. A segunda e mais importante é que a gente consiga fazer a eleição direta esse ano, voltando para o braço do povo a democracia”.

Estiveram presentes representantes de diversos grupos políticos com bandeiras e palavras de ordem, unificados em torno das eleições diretas. Ao fim do ato, a dispersão foi tranquila e sem repressão policial.

Em Brasília, as pessoas se reuniram na Rodoviária do Plano Piloto e saíram em marcha até o Palácio do Planalto, onde estava o presidente golpista Michel Temer. Cerca de 4 mil manifestantes encontraram o local cercado pela Polícia Militar e por soldados do Exército, mas não se intimidaram e gritaram “Fora Temer”, além de outros cantos. Ao final do ato, também houve repressão.

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