ALBA concede Comenda 2 de Julho à Maurício Lima Barreto

ALBA concede Comenda 2 de Julho ao Dr. Maurício Lima Barreto.

ALBA concede Comenda 2 de Julho ao Dr. Maurício Lima Barreto.

ALBA concede Comenda 2 de Julho ao Dr. Maurício Lima Barreto.

Dr. Maurício Lima Barreto.

Por serviços prestados à Bahia, ao Brasil e ao mundo, a Assembleia Legislativa concedeu ontem a Comenda 2 de Julho, em sessão especial, ao médico sanitarista e PhD em epidemiologia Maurício Lima Barreto. Natural de Itapicuru, o homenageado se notabilizou em pesquisa de doenças tropicais, tendo publicado mais de 400 artigos em conceituadas revistas científicas de circulação internacional.

A medalha foi proposta pelo deputado Aderbal Caldas (PP), que ressaltou “a comenda distingue e notabiliza o grau de excelência, a capacidade e as qualidades de Maurício”. Para o parlamentar, o caráter honorífico da homenagem a torna ainda mais importante, pois “independente de quaisquer vantagens materiais ou de poder real,ela lhe confere a consideração, a admiração e o respeito de todos nós baianos”.

A sessão contou com a presença de familiares do cientista, amigos e luminares do meio científico do estado. A mesa dos trabalhos, designada pelo presidente Angelo Coronel (PSD) era bastante representativa deste meio: ali estavam o ex-governador Roberto Santos, presidente de honra e fundador da Academia de Ciências da Bahia; o reitor da Ufba, João Carlos Pires da Silva; o deputado federal e também sanitarista Jorge Solla (PT); o secretário de Infraestrutura, Marcos Cavancanti; o presidente da Academia de Ciências da Bahia, Jailson Andrade; a diretora da Fiocruz, Marilda Gonçalves; o ex-secretário da Educação, Oswaldo Barreto e o prefeito de Olindina, Wanderley Fulco Caldas. O senador Otto Alencar fez questão de estar na sessão, após ter participado de encontro do PSD, na própria Alba.

Obrigação

Aderbal Caldas ocupou a tribuna para fazer o discurso de saudação e ressaltou ser, mais do que uma atribuição do Legislativo, uma obrigação de “ressaltar os feitos de uma parcela da sociedade ou mesmo o trabalho de certos homens, trazendo a público suas realizações em prol da comunidade.

Maurício Lima Barreto ocupou a tribuna, loco após ser condecorado, para falar de sua gratidão. “Este é um momento de muita emoção, muitos significados, muita coisa passa pela cabeça”, disse, pouco antes de agradecer a Alba e a Aderbal, mas particularmente, pela iniciativa. Ele ressaltou a gratidão ao pai e a mãe, “que, com imenso esforço e sacrifício pessoal, traçaram e cumpriram a meta de educar seus sete filhos. Citou também, os irmãos, os filhos e a esposa Estela, “companheira por 30 anos, minha musa inspiradora, e que juntos compartilhamos esta nossa jornada pessoal e acadêmica”.

O menino de Itapicuru chegou a Salvador aos oito anos, junto coma família, para poder estudar e ter um futuro melhor, em 1965. Mas ao falar sobre as instituições e as pessoas que dela fizeram parte, não esqueceu das Escolas Reunidas Dr. João Pondé, de sua terra natal. Ele definiu a Ufba com sua “Alma Mater”, onde cursou medicina e fez mestrado em saúde coletiva, “instituição em que, por 33 anos consecutivos, fui professor e hoje, mesmo aposentado, continuo como professor permanente do Programa de Pós-graduação em saúde coletiva.

Maurício atua também no Instituto Gonçalo Muniz, da Fiocruz e é professor honorário da Escola de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Londres. Ele é membro das academias baiana, brasileira e mundial de ciências. “Ao receber esta comenda, tenho a honra de me alinhar ao lado de 52 outros cidadãos e cidadãs que antes de mim o receberam”, disse, citando três nomes de convivência próxima e admiração pessoal: Luiz Henrique Dias Tavares, Roberto Santos e Jorge Solla.

A maior parte do pronunciamento de Maurício foi dedicada à história. Em torno da palavra liberdade, valor maior das lutas do Dois de Julho, ele visitou a Independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa, até alcançar a discussão sobre as ideias que associam a liberdade aos esforços dos sanitaristas no sentido de demonstrar que boas condições sanitárias e epidemiológicas são essenciais para a construção de uma sociedade saudável.

“O Programa Saúde da Família é um exemplo de como a atenção à saúde, quando conduzida de forma inclusiva, pode ser um redutor das iniquidades de acesso e em consequência um disseminador dos benefícios do sistema de saúde”, disse, com o conhecimento de quem foi membro do Conselho Estadual de Saúde, órgão responsável pelo controle do Sistema Único de Saúde. Ele fez questão de ressaltar ainda que “as desigualdades sociais frequentemente transferem-se para o campo da saúde, tornando-se visível seja nas desiguais condições de saúde, seja nos níveis de riscos à saúde a que estão expostos diferentes grupos”.

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