A primeira micareta de Feira de Santana | Por Adilson Simas

Cena da primeira micareta de Feira de Santana.

Cena da primeira micareta de Feira de Santana.

Com o título acima, na coluna semanal “Pois é” publicada no Jornal Feira Hoje que circulou no sábado, 19 de abril de 1975, o jornalista, escritor e historiador Helder Alencar trata da primeira micareta realizada nesta cidade. Vale apenas a leitura do artigo:

– Antes de 1937, data da fundação da Micareta, algumas páscoas da folia tinham sido levadas a efeito, de apenas um ou dois dias, para marcar o fim da quaresma, mas nunca com a intenção de ser transformada numa festa de tamanhas proporções, de nome nacional, verdadeiro e autêntico carnaval.

Em 1934, por exemplo, realizou-se de forma pálida e fraca, é bem verdade, um baile micaretesco, promovido pelo cordão “Os duvidosos”. O baile, desprovido de muita animação, foi levado a efeito no bairro da Barroquinha, no Largo 2 de Julho.

Em 1936 a mocidade feirense fez realizar, no sábado de Aleluia, na Sociedade Filarmônica Vitória, o “Baile dos Malandros”. Aquele histórico sábado de Aleluia, chamado de Folia Complementar do Carnaval ou de o Segundo Carnaval do Ano, foi praticamente, o embrião da Micareta.

“Os Amantes do Sol” e “Os duvidosos” desfilaram pelas ruas, enquanto o povo cantava a música de Aloisio Resende, o grande Zinho Faúla, intitulada “V. S.”

As festas carnavalescas da época, ficavam circunscritas, apenas, a Rua Direita, chamada a Avenida da Alegria e a Feira de Santana não era a grande cidade de quase 300 mil habitantes.

E com essas festas de pascoela, realizadas esparsamente, foi nascendo a Micareta feirense, foi aparecendo o desejo de se terminar de uma vez por todas com as festas carnavalescas, para realizar-se a festa micaretesca.

Em 13 de fevereiro de 1937, o professor Antônio Garcia, redator da “Folha do Norte”, publicava a nota que, efetivamente, determinava o nascimento da Micareta de Feira de Santana.

Dizia Garcia: “O segundo Carnaval de 1937, que (afirmamos à luz da verdade) não será um suplemento do tríduo da alegria, como tem sido em anos anteriores, mas uma compensação devida aos foliões feirenses, em virtude do malogrado derradeiro dia de Momo”.

Em 27 de março de 1937, a Feira de Santana assistia a sua primeira Micareta, com três dias de grandes festas, bailes a fantasia, préstito, cordões e batucadas, que levaram a população a um tríduo de total e completo divertimento.

A Flor do Carnaval, Os Amantes do Sol, o Clube Carnavalesco Milindrosas, além do Cruz Vermelha, de Salvador, abrilhantaram a primeira Micareta e muito contribuíram para seu êxito total.

A Flor do Carnaval com seu grande préstito trazia três carros alegóricos, presididos por um arauto, representando o centurião romano Marcus Phoebus.

O primeiro carro representava um grande jarro; o segundo, denominado Inocência e Fidelidade, nasceu da ideia do grande artista feirense, um dos maiores incentivadores da Micareta, Manoel Costa Ferreira. O terceiro era consagrado a Flora deusa das flores.

Os Amantes do Sol traziam um arauto e o cordão, o seu famoso cordão, que se apresentou em ricos trajes vermelho, azul e amarelo.

Era realizada a primeira Micareta da Feira de Santana graças a Antônio Garcia, Maneca Ferreira, Adalberto Sampai

*Adilson Simas, jornalista e atua em Feira de Santana

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