José, filho de Davi, esposo de Maria e pai do Menino Jesus

Jesus Cristo, filho de Davi, é filho de José Carpinteiro. Os evangelistas Mateus e Lucas, afirmam a paternidade real de José, esposo de Maria, quando traçam genealogias milenares de Jesus, através de José.

São José

São José

José Carpinteiro, marido de Maria de Nazaré, é o pai do Menino Jesus. Em nenhum momento das Escrituras José é apresentado como “padastro” do Menino Deus. Isto significa que tanto para o Cristianismo Exotérico como no Cristianismo Esotérico, Jesus, filho de Davi, teve um pai terreno na sua passagem por este plano, e este se chamava José.

Os evangelistas Mateus e Lucas, afirmam a paternidade real de José, esposo de Maria, quando traçam genealogias milenares de Jesus, através de José.

Mateus: “Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos {…} Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias; Salomão gerou a Roboão {…} Eleazar, a Matã; Matã, a Jacó. E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo”.

E completa: “de sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze; desde Davi até ao exílio na Babilônia, catorze; e desde o exílio na Babilônia até Cristo, catorze”.

A genealogia de Jesus é a genealogia de José, seu pai. Os evangelistas querem mostrar, com estas genealogias, através de que canais milenares fluiu o elemento vital que atuou sobre Maria no momento da fecundação.

O filósofo Huberto Rohden afirma que se José não fosse o pai real de Jesus, essas genealogias não teriam sentido algum, e os evangelistas teriam procedido absurdamente, perdendo o seu tempo com a descrição de canais que nada teriam que ver com Jesus.

Contudo, não houve contato físico entre José e Maria.

— Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.

Disse o Anjo do Senhor. Maria pergunta ao Anjo:

— Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?

Respondeu-lhe o anjo:

— Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.

Dessa maneira, a fecundação de Jesus foi uma fecundação astral, através da “potência mais alta” (Espírito Santo), mediante um “sopro Sagrado”. No Astral Superior, o elemento vital de José atuou sobre Maria no momento da fecundação.

Somente quando houve a confirmação da fecundação imaterial é que Maria concordou com a mensagem do enviado de Deus, o Anjo Gabriel.

— Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra.

O corpo de Jesus humano foi o produto de uma fecundação imaterial. José era o pai real, embora não material de Jesus. O corpo de Jesus foi bioplasmado no mundo espiritual, e trazido a Terra.

O corpo astral, bioplasmático, é o corpo vital, base do corpo material. Bios é a palavra grega para vida; plasmar é o elemento vital que forma o corpo material.

E por que o Cristo nasceu de uma virgem? Qual o significado da procriação bioplamástica?

O mito de Adão

Para compreender isto temos que voltar ao “mito de Adão”, o primeiro homem. Segundo Paramahansa Yogananda, Deus criou a espécie humana materializando os corpos do homem e da mulher pela potência de Sua vontade; Ele dotou a nova espécie com o poder de criar filhos de idêntica maneira imaculada ou divinal:

— Vós sois deuses, todos vós sois filhos do Altíssimo (Salmos 82: 6).

Até ali, ao manifestar‑se como alma individualizada, Deus se limitara aos animais, regidos pelo instinto e desprovidos das potencialidades da razão plena; então, fez os primeiros corpos humanos, simbolicamente chamados Adão e Eva.

Para estes corpos, a fim de prosseguirem vantajosamente na evolução ascensional, Ele transferiu as almas ou essência divina de dois animais. Em Adão ou homem a razão predominou; em Eva ou mulher, o sentimento prevaleceu. Assim se manifestou a dualidade ou polaridade subjacente ao mundo dos fenômenos. Razão e sentimento permanecem no paraíso da alegria cooperativa, enquanto a mente humana não é iludida pela energia serpentina das propensões animais.

O corpo humano, portanto, não resultou da evolução dos corpos animais; Deus o produziu por um ato especial de criação. As formas animais eram muito rudes para expressar a divindade em plenitude. Somente ao homem e à mulher, desde a sua origem, foram conferidos centros ocultos na espinha e o lótus de mil pétalas, potencialmente onisciente, no cérebro.

Deus, ou a Consciência Divina presente no interior do primeiro casal criado, aconselhou‑os a fruir de todas as formas de sensibilidade, com uma exceção: as sensações sexuais. Estas foram proibidas, a fim de que a humanidade não se enredasse no método animal, inferior, de procriação.

A advertência para que não reavivassem memórias bestiais arquivadas no subconsciente passou despercebida. Voltando atrás, à forma de reprodução dos seres brutos, Adão e Eva conheceram a queda do estado de alegria celeste que era próprio do homem, perfeito em sua origem.

Ao “perceberem que estavam nus” perderam sua consciência de imortalidade, conforme a advertência de Deus; colocaram‑se sob a lei física, segundo a qual ao nascimento físico deve seguir‑se a morte física.

A partir de então — da queda do homem — a cada ser humano cabe a responsabilidade de restituir seus pais ou natureza dual à harmonia unificada ou Éden.

Jesus, o segundo Adão

Como vimos, Adão não superou o ego mortal, pela sua queda. Todavia, pela misericórdia divina aconteceu no “segundo Adão” o que não aconteceu no primeiro. A realização do que estava previsto no Gênesis: a geração do homem perfeito pelo amor espiritual.

— Eu vim para que todos tenham vida.

Só de tempos em tempos aparece um espécime de homem plenamente homificado, como Jesus (Avatar), antecipação de uma humanidade futura. Um corpo perfeito, sem doenças e sem a necessidade da morte compulsória. Por isso Ele ressuscitou dentre os mortos. “A Deus tudo é possível”.

Para redimir a humanidade e levá-la de volta à casa do Pai nasceu Jesus, o Menino Deus, numa humilde manjedoura, a mais de dois milênios.

Hosana a Deus nas alturas!

Publicidade

Publicidade

Compartilhe e Comente

Facebook do JGB

Publicações relacionadas

+ Publicações >>>>>>>>>

Sobre o autor

Juarez Duarte Bomfim
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem trabalhos publicados no campo da Sociologia, Ciência Política, Teoria das Organizações e Geografia Humana. Diversas outras publicações também sobre religiosidade e espiritualidade. Suas aventuras poético-literárias são divulgadas no Blog abrigado no Jornal Grande Bahia. E-mail para contato: juarezbomfim@uol.com.br.