Durante Assembleia, MST denuncia negligência da prefeita de Prado com pauta de reivindicação

Durante Assembleia, MST denuncia negligência da prefeita Mayra Brito com pauta de reivindicação.

Durante Assembleia, MST denuncia negligência da prefeita Mayra Brito com pauta de reivindicação.

Na tarde de domingo (12/02/2017), cerca de 600 trabalhadores Sem Terra, estudantes e pais de escolas do campo, realizaram uma Assembleia na Praça de Alimentação do Prado, no extremo sul da Bahia, para denunciar as irregularidades e descasos com a educação do campo praticados pela prefeita Mayra Brito (PP).

Os estudantes afirmam que as aulas iniciaram na zona urbana desde a última segunda-feira (06/02/2017), porém nas escolas do campo ainda não há previsão. A direção do Movimento na região destacou que a estrutura de ensino está precarizada e faltam educadores, transporte escolar e as estradas estão esburacadas.

Pensando nisso, Maristela Cunha, da direção estadual do MST, disse que a assembleia reafirmou a luta dos trabalhadores e que não irão se dobrar frente ao autoritarismo da prefeita, além de denunciar a falta de infraestrutura nas escolas.

“Tivemos no município do Prado três escolas fechadas e outras que precisam ser construídas, sem contar as que estão faltando cadeiras, merenda, transporte e educadores. O descaso chega a ser tão grande, que nas escolas que construímos com nossos recursos a prefeita não teve a capacidade de contratar os educadores”, enfatizou Maristela.

Ocupar, resistir, produzir

Nesse sentido, os trabalhadores decidiram continuar acampados e caso não sejam atendidos irão realizar uma ocupação em um dos vários latifúndios improdutivos que a família da prefeita possui na região.

Ao avaliar essa decisão, destacaram que a prefeitura é do povo, assim como os latifúndios improdutivos e a ocupação será mais uma forma de denúncia e luta por direitos.

Descaso com a educação

Lembrando do processo de luta construída até então, Paulo César, também da direção estadual, afirmou que os Sem Terra haviam organizado uma comissão de pais e estudantes que foram à prefeitura, no dia 06, na tentativa de dialogar e encontrar uma solução para os problemas, pois estavam preocupados com o início do ano letivo e necessitavam resolver as diversas irregularidades.

“Com o esforço para construção do diálogo e a urgência do caso, a prefeita não nos atendeu e deixou recado que só poderia receber-nos após o carnaval. E foi diante desse fato que os estudantes e pais resolveram ocupar e montar acampamento na prefeitura”.

“Mesmo assim, a prefeita não ouviu os trabalhadores, não encontrou uma solução para o problema e em mais uma ação de total descaso com a educação do campo, conseguiu uma liminar de despejo e colocou a Polícia Militar para retirar os estudantes”, contou César.

Governador da Bahia intervém

Ao saber do caso, o governador Rui Costa (PT), que estava cumprindo uma agenda em Alcobaça,- cidade vizinha-, garantiu que se reuniria com a prefeita e que também enviaria um representante do governo para acompanhar as negociações.

Para Evanildo Costa, da direção nacional do Movimento, as irregularidades com a educação no município do Prado e a falta de atenção com as comunidades do campo, demonstram a incapacidade administrativa da prefeita, além da falta de compromisso com os trabalhadores e por isso a luta deve continuar em defesa não apenas de uma educação de campo, mas também, de uma Reforma Agrária realmente popular.

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