Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Feira de Santana contesta nota da Via Feira e afirma que frota reserva não é suficiente para absorver mão de obra

Alberto Matos Nery.

Vereador Alberto Matos Nery preside o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Feira de Santana (SINTRAFS).

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Feira de Santana (SINTRAFS) emitiu nota nesta segunda-feira (30/01/2017) contestando argumentos apresentados pela Via Feira — a entidade é uma associação constituída pelas empresas de transporte coletivo de Feira de Santana. Em nota, a Via Feira afirmou que o Sintrafs obstruiu as atividades das empresas provocando prejuízos, e que pretende acionar o sindicato com a finalidade ressarcir o prejuízo causado.

Assinada pelo vereador Alberto Nery (PT), a nota do Sintrafs contesta as afirmações da Via Feira e critica a gestão do sistema de transporte público. “É a Prefeitura quem deve ouvir a comunidade, seus anseios, além de fiscalizar e cobrar das operadoras um serviço digno para os usuários. Isso não tem sido feito”, afirma.

Na sequência, o sindicato infere que “aproximadamente 50 ônibus da empresa Rosa foram apreendidos conforme determinação judicial, pela falta de pagamento de seus financiamentos a uma instituição bancária. É importante registrar que a ação diz respeito a veículos adquiridos antes do início do contrato com a Prefeitura Municipal de Feira de Santana.”.

Confira a ‘Nota Pública’

Há anos, a comunidade de Feira de Santana sofre com a falta de um transporte público de qualidade. Os inúmeros e recorrentes problemas do sistema falido, criado pelo atual Poder Público Municipal, crescem cada vez mais. O resultado é um serviço ineficiente e com tarifas totalmente incoerentes com a realidade oferecida aos usuários.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Feira de Santana (Sintrafs) representa uma categoria que também tem sofrido com o descaso e os desmandos da Gestão Municipal, única responsável pelo atual caos na cidade. É a Prefeitura quem deve ouvir a comunidade, seus anseios, além de fiscalizar e cobrar das operadoras um serviço digno para os usuários. Isso não tem sido feito e nós, trabalhadores do transporte, não podemos ser responsabilizados.

Na última semana, aproximadamente 50 ônibus da empresa Rosa foram apreendidos conforme determinação judicial, pela falta de pagamento de seus financiamentos a uma instituição bancária. É importante registrar que a ação diz respeito a veículos adquiridos antes do início do contrato com a Prefeitura Municipal de Feira de Santana.

Diferente do que divulgou a Via Feira, em nota emitida no último dia 29 de janeiro, o Sintrafs não anunciou nenhuma greve, ou paralisação, muito menos apresentou qualquer empecilho para comprometer o fluxo normal do serviço de transporte. Ao contrário: os trabalhadores compareceram às garagens, seus postos de trabalho, no horário regimental para cumprirem suas jornadas. Por conta da ausência dos veículos, foram liberados pela própria empresa, tendo em vista que a frota reserva não é suficiente para absorver toda a mão de obra existente.

Não é justo que a Via Feira queira atribuir a nós, trabalhadores, a ausência de ônibus nas ruas. Felizmente, a comunidade já tem ciência dos fatos e já sabe o verdadeiro motivo das eventuais falhas no serviço.

Ademais, queremos reiterar nosso compromisso com os trabalhadores e também com a comunidade, na busca por soluções destas dificuldades. Para isso, é preciso que a Prefeitura cumpra seu papel, dialogue com a comunidade e com os setores que podem contribuir com resolução dos problemas. O que não podemos admitir é que os trabalhadores, usuários e a comunidade sejam mais uma vez prejudicados.

Atenciosamente,

Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Feira de Santana

Alberto Nery, presidente

Feira de Santana, 30 de janeiro de 2017.

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