Reportagem do UOL revela que Salvador tem menor cobertura do Programa de Saúde da Família entre capitais; município é administrado por ACM Neto

Dados estatísticos revelam falhas na condução de políticas públicas por parte da gestão do prefeito ACM Neto, em Salvador.

Dados estatísticos revelam falhas na condução de políticas públicas por parte da gestão do prefeito ACM Neto, em Salvador.

Reportagem de Marcelo Barreto, publicado no UOL, nesta terça-feira (10/01/2017), revela que Salvador tem a pior cobertura do Programa de Saúde da Família entre as capitais do país. O programa de saúde conta com recursos federais e é gerido pelos municípios.

Há quatro anos no poder, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), não foi capaz de reverter as décadas de atraso das gestões dos magalhistas, com relação a prestação dos serviços de saúde à população soteropolitana.

Confira a reportagem ‘Salvador tem menor cobertura do Programa de Saúde da Família entre capitais’

A capital baiana possui a menor cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF) entre todas as capitais brasileiras, o equivalente a 18,4% da população, segundo dados do Ministério da Saúde, referente a julho de 2013.

Até dezembro de 2016, o número era de 13%, segundo a com dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A meta da secretaria é chegar ao final do ano com 24%, a partir da adesão de mais profissionais, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários.

Salvador conta atualmente com 111 postos de saúde – entre unidades básicas e de Saúde da Família, além de 138 equipes de saúde da família. O Projeto de Expansão da Atenção Básica prevê a construção de 35 unidades até 2014.

Cinco novos postos de saúde foram reformados e equipados. Até o final de outubro, outros 21 postos serão entregues e a ideia é até o inicio do ano ter 70% da rede totalmente recuperada e mobiliada. Também estão em construção novas quatro Unidades de Saúde da Família. A expectativa é que até o final deste mandato haja uma cobertura da

O quantitativo de Agentes Comunitários de Saúde que compõem as equipes de Saúde da Família e corresponde a 1.318 ACS, o que corresponde a uma cobertura de 28%. Embora a atual gestão tenha implementado conquistas nas políticas adotadas pela estratégia de Saúde da Família no município, dirigentes sindicais, trabalhadores e usuários do programa questionam a violação de princípios fundamentais da Atenção Básica como a integralidade, a qualidade, a equidade e a participação social.

Problemas no atendimento

O posto de saúde do bairro de Nova Sussuarana foi construído há quase 30 anos e não atende mais as necessidades básicas da comunidade de cerca de 110 mil habitantes. Há três anos foi iniciada uma reforma, mas a unidade nunca ficou pronta.

“Preciso sair daqui pra ir pegar remédio no Cabula e, quando chego lá, não tem sequer um Omeprazol (medicamento para o estômago). É difícil”, lamenta o operador de máquinas Eduardo Sales.

O comerciante Carlos Antônio Gonçalves conta que enfrenta uma “jornada” para marcar consulta. “Há dois meses vou ao posto de Brotas e não consigo marcar uma consulta com um cardiologista”, conta.

A secretaria admite que há problemas como a ausência de recursos humanos e a má distribuição da rede. “O Programa de Saúde da Família foi criado historicamente em Salvador sem fazer uma descrição correta de área, o que criou um sistema desorganizado e desestruturado em relação a profissionais. A determinação do prefeito foi de no primeiro momento recuperar a rede de atenção básica e reorganizar a distribuição das equipes nos distritos convocação dos profissionais aprovados no concurso e inscrições em programas federais (Provab e Mais Médicos), avançamos hoje em 50% os serviços de Atenção Básica.”

O Programa Saúde da Família realiza hoje cerca de 700 mil procedimentos por mês na capital baiana. Em março, o governo do Estado anunciou a contratação de 572 médicos para trabalhar em 190 cidades do interior pelo Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab). Desse número, 63 profissionais estão lotados em Salvador. O programa pretende disponibilizar médicos para trabalhar nas regiões com carência de profissionais, seja na periferia de regiões metropolitanas ou em regiões do país com concentração de população na faixa da extrema pobreza, ao tempo em que intensifica a qualificação médica.

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