Operação Cui Bono: MPF/DF e PF buscam provas de crimes praticados em vice-presidências da Caixa Econômica Federal

Geddel Quadros Vieira Lima e Eduardo Cosentino da Cunha, unidos na Operação ‘Cui Bono’.

Geddel Quadros Vieira Lima e Eduardo Cosentino da Cunha, unidos na Operação ‘Cui Bono’.

Em cumprimento à ordem judicial que atendeu a uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF/DF) e da Polícia Federal, foram executados, na manhã desta sexta-feira (13/01/2017), sete mandados de buscas e apreensões nos estados da Bahia, Paraná, São Paulo e também no Distrito Federal. O pedido para a execução das cautelares foi enviado à 10ªVara Federal, no fim do ano passado e integra o inquérito policial que apura a existência de práticas criminosas na liberação de créditos e investimentos por parte de duas vice-presidências da Caixa Econômica Federal: a de Gestão de Ativos de Terceiros (Viter) e a de Pessoa Jurídica. As investigações, que foram iniciadas a partir de informações apreendidas em uma operação envolvendo Fábio Cleto, ligado ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tiveram início no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foram remetidas à primeira instância após a cassação do mandato de Cunha. No caso de Cunha e Cleto, as irregularidades envolvem outra vice-presidência do banco estatal – a Fundos de Governo e Loterias e já são objeto de ação penal em tramitação na Justiça Federal.

O principal alvo das medidas cautelares cumpridas hoje é o ex-ministro de Relações Institucionais, Geddel Vieira Lima que, à época dos fatos (entre 2011 e 2013), era o vice-presidente de pessoa jurídica do Banco. Por isso, dois endereços que foram alvo das buscas realizadas nesta sexta-feira pertencem a Geddel. Os endereços, uma casa e um apartamento, ficam nas cidades de Salvador e Camaçari, na Bahia. Os outros endereços são os de Marcos Roberto Vasconcelos que foi o vice-presidente de gestão de ativos de terceiros da CEF, José Henrique Marques Cruz, servidor da Caixa Econômica e Marcos Antônio Molina dos Santos, empresário que pleiteava a liberação de créditos junto ao banco estatal. Os policiais federais também fizeram buscas e apreensões na v ice-presidência de tecnologia da informação da CEF e na    vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição.

Entenda o caso

Na representação enviada à Justiça, o MPF justifica os pedidos citando a existência de indícios – colhidos durante a apuração envolvendo Eduardo Cunha e Fábio Cleto – de que Geddel Vieira Lima também foi um dos beneficiados com valores indevidos decorrentes de práticas ilegais cometidas nas vice-presidências da instituição. No documento, o procurador faz referências a diálogos interceptados com a apreensão de um telefone celular de Fábio Cleto, que evidenciaram o envolvimento do ex-ministro, bem como nos demais alvos da operação Cui Bono?, como foi chamada a medida deflagrada nesta sexta-feira.

Ainda no documento, são mencionadas conversas que deixam claro que o grupo atuou em negociações que envolvem grandes grupos empresariais do país, um partido político e até uma prefeitura. Em todos elas, aparecem indícios de participação de Geddel Vieira Lima. Diante dos indícios a Força Tarefa que conduz as investigações entendeu ser imprescindível a execução das medidas cautelares. O material apreendido nesta fase irá subsidiar as apurações da Operação Sépsis que, atualmente, está vinculada à Operação Greenfield, deflagrada em 2016 para apurar crimes praticados no âmbito dos principais fundos de pensão.

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