Intelectual baiano Moniz Bandeira lança ‘A desordem mundial’; obra é referência sobre os Estados Unidos e a geopolítica do capital financeiro

Capa do livro ‘A desordem mundial — O espectro da total dominação: guerras por procuração, terror, caos e catástrofes humanitárias’ e resumo do perfil do autor Luiz Alberto Moniz Bandeira.Capa do livro ‘A desordem mundial — O espectro da total dominação: guerras por procuração, terror, caos e catástrofes humanitárias’ e resumo do perfil do autor Luiz Alberto Moniz Bandeira.

Capa do livro ‘A desordem mundial — O espectro da total dominação: guerras por procuração, terror, caos e catástrofes humanitárias’ e resumo do perfil do autor Luiz Alberto Moniz Bandeira.

Egas Bandeira, Margot Bandeira e Luiz Alberto Moniz Bandeira em Strasbourg, França.

Egas Bandeira, Margot Bandeira e Luiz Alberto Moniz Bandeira em Strasbourg, França.

Personalidade de destaque na literatura nacional e internacional sobre geopolítica, Luiz Alberto Moniz Bandeira lançou ‘A desordem mundial: o espectro da total dominação — guerras por procuração, terror, caos e catástrofes humanitárias’. A publicação é avaliada como referência sobre a política expansionista dos Estados Unidos da América (EUA) e a geopolítica do capital financeiro.

A densa obra ‘A desordem mundial’ conta com 644 páginas, subdivididas em 24 capítulos, organizados por tema. Trata-se de um compêndio sobre os dilemas da humanidade e o processo histórico de constituição da sociedade capitalista na contemporaneidade.

Ao apresentar a obra, o professor emérito da Fundação Getúlio Vargas Luiz Carlos Bresser-Pereira comenta:

— A grande desordem de que nós fala Luiz Alberto Moniz Bandeira neste livro é a desordem das relações internacionais e a confusão interna em que estão imersos os Estados Unidos. E a desordem principalmente no leste da Europa, e em particular na Ucrânia, e no Oriente Médio, cuja principal causa são os Estados Unidos, e a decadência da democracia nesse país. Não obstante, essa superpotência exporta democracia para o resto do mundo, mesmo que isto tenha que ser feito através da guerra, ao mesmo tempo que, internamente, sua democracia, que após a Segunda Guerra Mundial era a mais avançada do mundo, declina.

— Nesse país, nos diz o notável historiador da modernidade, a democracia entrou em decadência ao deixar de garantir os direitos fundamentais das pessoas, ao prendê-las arbitrariamente e torturá-las, ou então ao, simplesmente, as assassinar se forem consideradas terroristas ou inimigas. A justificativa para isto é a “guerra ao terrorismo”; as verdadeiras razões são a determinação de ocupar o mercado interno dos demais países com seus financiamentos e investimentos diretos, e a inconformidade da grande potência com a emergência de outras potências que não estão sob sua esfera de influência.

— Mas Moniz Bandeira não fica no plano teórico. Pelo contrário, ele mergulha na prática ao citar documentos e mais documentos, e entrevistas e mais entrevistas que levantou para escrever A desordem mundial. Para ele, o que ocorreu nos Estados Unidos foi um “processo de mutazione dello stato, de democracia para oligarquia”, e de ditadura do capital financeiro. Que está associado ao aumento das desigualdades internamente, desde os anos 1980, e ao aumento da competição representada pelos países em desenvolvimento ao se tornarem exportadores de bens manufaturados e serviços, em particular a China e a índia. Em vez de aceitarem um mundo multipolar, no qual os Estados Unidos serão por muito tempo o ator principal, eles adotam políticas que tornam o mundo mais inseguro e desordenado. (MONIZ BANDEIRA, 2016, p. 17 e 18)

Destaque

Leonardo Boff, teólogo; Samuel Pinheiro Guimarães, embaixador; Theotonio dos Santos, professor emérito da UFF; Tullo Vigevani, professor Emérito da UNEP; e Michael Löwy, diretor de pesquisas emérito no Centre National de la Recherche Scientifique INRS, de forma uníssona destacam os atributos intelectuais de Moniz Baneira e a qualidade da obra ‘A desordem mundial’:

— Ele é o mais importante especialista brasileiro e latino-americano em política internacional. Suas obras revelam sólida erudição e meticulosa pesquisa. São lições de um brasileiro patriota que tem lutado a vida inteira pela democracia, pela justiça e pela soberania do Brasil.

— Luiz Alberto Moniz Bandeira é o melhor historiador do grupo de intelectuais brasileiros que iniciou a vida política e intelectual no final dos anos 1950. Com A desordem mundial, livro escrito com elegância e profundamente documentado, Moniz Bandeira nos conduz a um quadro interpretativo dos grandes problemas de nosso tempo, os quais se confundem com a história dos Estados Unidos e suas ações militares e políticas, assim como das zonas adversárias ou que com elas colaboram. O autor nos revela com grande autenticidade a verdadeira história de nosso tempo

Baiano

Moniz Bandeira é natural de Salvador, nasceu em 30 de dezembro de 1935. Aos dezenove anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde publicou, em 1956, o livro de poemas ‘Verticais’. Formado em direito, doutorou-se em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, com a tese ‘O papel do Brasil na Bacia do Prata’. É professor universitário, cientista político e historiador, especialista em política exterior do Brasil e suas relações internacionais, principalmente com relação a Argentina e os Estados Unidos, sendo autor de várias obras, publicadas no Brasil e na Argentina, bem como em outros países. Há cerca de 20 anos trocou o Brasil pela Alemanha, passando a residir em Heidelberg, onde é cônsul honorário do Brasil.

Correspondência

O destacado intelectual Moniz Bandeira passou a trocar correspondência com o diretor do Jornal Grande Bahia, o cientista social Carlos Augusto, e lhe enviou um exemplar da obra ‘A desordem mundial: o espectro da total dominação — guerras por procuração, terror, caos e catástrofes humanitárias’.

Prestando justa homenagem a ‘Moniz Bandeira’, um baiano que orgulha a intelectualidade do estado e do país, o Jornal Grande Bahia publica reportagem sobre a obra recém lançada pelo cientista político, e republica conjunto de entrevistas concedidas à Carta Capital. Entrevistas que abordam o cenário político global e aspectos que afetam o desenvolvimento e a política do Brasil.

*MONIZ BANDEIRA, Luiz Alberto. A desordem mundial: o espectro da total dominação — guerras por procuração, terror, caos e catástrofes humanitárias. 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.

Baixe

Biografia de Luiz Alberto Moniz Bandeira

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]