Com presidência de Donald Trump, Brasil deve crescer menos em 2017

Presidente Donald Trump debate geração de emprego com líderes de empresas automobilísticas.

Presidente Donald Trump debate geração de emprego com líderes de empresas automobilísticas.

A incerteza por possíveis mudanças na política comercial e migratória dos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, fará com que a América Latina e o Caribe tenham em 2017 uma recuperação econômica mais fraca que o previsto. O Brasil também vai crescer menos do que o esperado.

O Fundo Monetário (FMI) declarou nesta segunda-feira (23/01/2017) que as incertezas das políticas do novo presidente americano, Donald Trump, podem impactar na economia da América Latina e Caribe, que deverá registrar uma recuperação de 1,2%.

De acordo com a instituição, um eventual estímulo por uma maior demanda do mercado interno americano seria contrabalançado por um aumento generalizado das taxas de juros e pela “incerteza em torno de possíveis mudanças na política comercial e migratória dos Estados Unidos”.

Em sua última edição do Panorama Econômico Mundial, de outubro passado, o FMI havia estimado que a região cresceria 1,6% em 2017. Há uma semana os números foram revisados, e a expectativa caiu 0,4 ponto. Em sintonia com este quadro, o Fundo revisou em baixa suas perspectivas de desempenho econômico das principais economias da região.

Brasil vai crescer menos do que o previsto em 2017

No Brasil, que também deve sofrer com as políticas comerciais de Trump, a economia continuou a retrair no terceiro trimestre de 2016, diz o FMI, que voltou a rebaixar a projeção de crescimento para o país e espera expansão de apenas 0,2%. Na previsão anterior, feita em outubro, a expectativa era de que o PIB (Produto Interno Bruto) fosse avançar 0,5% em 2017.

O estudo explica que o elevado índice de desemprego e as dificuldades do setor privado continuam a frear a expansão e, para estimular o crescimento, o governo de Michel Temer anunciou medidas para ajudar as empresas endividadas, além de reformas para reduzir a burocracia e os gastos.

Para 2018, o Fundo manteve a previsão de crescimento do PIB em 1,5%. Em 2017, a expansão do Brasil será a menor entre os principais países do mundo, e ainda vai ficar bem abaixo da média de crescimento da economia mundial (3,4%), dos emergentes (4,5%) e da América Latina (1,2%). Em 2018, o Brasil deve seguir com desempenho abaixo da média destes três grupos.

Países vizinhos

O maior corte de expectativa entre os principais atores da região foi verificado no México, onde o FMI prevê para 2017 um crescimento de apenas 1,7%, sendo que em outubro esta expectativa havia sido de 2,3%. No caso da Argentina, o FMI projeta um crescimento neste ano da ordem de 2,2%, de forma que revisou sua previsão em meio ponto, já que em outubro havia estimado que seria de 2,7%.

Da lista de previsões divulgada nesta segunda-feira, somente Chile e Peru tiveram um aumento marginal de suas previsões de crescimento. As projeções mostram que o Chile fechará 2017 com crescimento do PIB de 2,1% (+0,1 ponto), e o Peru com 4,3% (+0,2 ponto). A Venezuela, por sua vez, deve continuar em retrocesso: as projeções, nada otimistas, apontam uma queda do PIB da ordem de 6%, contra -4,5% em outubro.

*Com informação da RFI.

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