Após morte do ministro Teori Zavaschi, saiba o que pode acontecer com a Lava Jato no STF

Teori Albino Zavascki atuou como magistrado de carreira e professor. Era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 29 de novembro de 2012, tendo sido nomeado pela presidente Dilma Rousseff. Ele morreu em acidente de avião, na quinta-feira (19/01/2017), próximo à Ilha Rasa, no litoral de Paraty, Rio de Janeiro.

Teori Albino Zavascki atuou como magistrado de carreira e professor. Era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 29 de novembro de 2012, tendo sido nomeado pela presidente Dilma Rousseff. Ele morreu em acidente de avião, na quinta-feira (19/01/2017), próximo à Ilha Rasa, no litoral de Paraty, Rio de Janeiro.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, morreu nesta quinta-feira (19/01/2017). O avião em que o ministro estava caiu no mar em Paraty (RJ). A morte foi confirmada por um dos filhos do magistrado por uma rede social. Zavascki era o relator dos processos de investigados, com foro privilegiado, na Operação Lava Jato.

Regimento interno

Com a morte de um ministro, o Artigo 38 do regimento interno do Supremo Tribunal Federal (STF) prevê que os processos deverão ser herdados pelo juiz que ocupar a vaga. Ou seja, seria necessário aguardar a escolha de um novo ministro pelo presidente da República para substituir Teori e, com isso, assumir todos os processos do magistrado, incluindo a Lava Jato.

Um outro trecho do regimento, no entanto, faz a exceção para alguns tipos de processo cujo atraso na apreciação poderia acarretar na falha de garantia de direitos, no caso de ausência ou vacância do ministro-relator. Por exemplo: habeas corpus e mandados de segurança. Nesses casos, as ações podem ser redistribuídas a pedido da parte interessada ou do Ministério Público.

Casos excepcionais

A presidente do STF, ministra Carmén Lúcia, tem a prerrogativa de, a seu critério, em casos excepcionais, ordenar a redistribuição nos demais tipos de processo, como um inquérito, por exemplo, que é o estágio em que se encontra a tramitação da Lava Jato no STF.

Quando o ministro Carlos Alberto Menezes Direito morreu, em 1º de setembro de 2009, o ministro sucessor, Dias Toffolli, herdou cerca de 11 mil processos, com exceção daqueles nos quais ele havia atuado quando ocupou o cargo de advogado-geral da União.

Até a morte do ministro Teori Zavascki, Menezes Direito havia sido o único ministro a ter falecido enquanto estava no exercício do cargo desde a redemocratização do país, em 1988.

Compartilhe e Comente

Faça uma doação ao JGB

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]