Acusado de assassinato em Feira de Santana, Gilson de Jesus Moura vai responder por quíntuplo homicídio

Gilson de Jesus Moura vai responder por quíntuplo homicídio.

Gilson de Jesus Moura vai responder por quíntuplo homicídio.

Delegado João Uzzum, delegada Larissa Lage, tenente coronel PM Vanderval, subcomandante do Comando de Policiamento da Região Leste (CPRL), e o coordenador regional de Polícia Técnica, o perito odonto legal Celso Danilo Fonseca Vilas Boas.

Delegado João Uzzum, delegada Larissa Lage, tenente coronel PM Vanderval, subcomandante do Comando de Policiamento da Região Leste (CPRL), e o coordenador regional de Polícia Técnica, o perito odonto legal Celso Danilo Fonseca Vilas Boas.

O comerciante Gilson de Jesus Moura, de 49 anos, preso na madrugada desta sexta-feira (06/01/2017) vai responder por cinco homicídios qualificados, duas tentativas de homicídios e um crime de aborto.

Gilson de Jesus Moura é acusado de incendiar à casa onde morava com a família, provocando a morte de três de seus filhos, de 13, 9 e 8 anos, de uma enteada de 16, que estava grávida, e do filho dela de 1 ano. A mulher dele, mãe das crianças, e outra filha de 4 anos conseguiram sair do imóvel, no bairro Mangabeira, em Feira de Santana, e estão internadas em unidade hospitalar, sendo tratadas das queimaduras graves que sofreram.

O assassino comerciante foi capturado por uma guarnição da Polícia Militar, no Largo do Marajó, em Feira de Santana, quando se preparava para fugir.

O delegado João Rodrigo Uzzum, coordenador da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Feira), informou que Gilson premeditou o crime depois de uma discussão com a mulher, Ana Cristina de Jesus, 37, durante uma festa no fim do ano. Dezenas de familiares e vizinhos do conjunto habitacional, onde o casal morava e mantinha um bar, foram ouvidos ao longo da investigação e informaram que a relação dos dois era marcada por brigas violentas.

Preso

Ao ser apresentado à imprensa na sede da Polícia Civil, na Piedade, pelo delegado João Uzzum, pela delegada Larissa Lage, pelo tenente coronel PM Vanderval, subcomandante do Comando de Policiamento da Região Leste (CPRL), e pelo coordenador regional de Polícia Técnica, o perito Celso Danilo Fonseca Vilas Boas, o comerciante assumiu a autoria do crime, apesar de alegar não se recordar dos fatos daquele dia.

Os corpos dos três filhos de Gilson, da enteada e dos filhos dela, mortos no incêndio, ainda aguardam identificação do Departamento de Polícia Técnica (DPT/Feira). Segundo o perito Celso Danilo, os familiares entregaram fotos e documentos que podem auxiliar na identificação das vítimas. “Caso não seja possível identificá-los por meio da arcada dentária, faremos exames de DNA”, explicou Celso, acrescentando que os exames nos corpos revelaram que as mortes foram causadas por ação do fogo e não apresentavam nenhum outro tipo de lesão.

A delegada Larissa Lage, da DH/Feira, informou que a polícia solicitou o mandado de prisão de Gilson à Justiça, o qual foi prontamente expedido, assim como o acompanhamento da conta bancária e das ligações telefônicas do acusado, para auxiliar na sua localização. O comerciante deverá ser recambiado para sistema prisional ainda nesta sexta-feira.

Denúncia leva a prisão

Através de denúncia recebida pelo Centro Integrado de Comunicação (CICOM), policiais do Pelotão Especial da 64ª Companhia Independente localizaram, identificaram e realizaram a prisão do acusado na manhã de sexta-feira (06/01), no Largo do Marajó, no Centro da cidade, sendo que nas primeiras horas da manhã, o veículo Gol vermelho de placa policial HZT-7136 usado por Gilson na fuga, foi encontrado abandonado no bairro Santo Antônio dos Prazeres por policiais da 66ª Companhia Independente.

O acusado foi apresentado à Delegacia, onde confessou o crime, e irá responder por cinco homicídios consumados, dois homicídios tentados e um aborto, visto que uma das vítimas estava grávida.

Ainda durante a apresentação do acusado, apurou-se que ele já havia vendido o carro para financiar a fuga e retornou à cidade para receber o pagamento. O delegado João Rodrigo Uzzum, coordenador da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Feira), informou que Gilson premeditou o crime depois de uma discussão com a mulher, Ana Cristina de Jesus, de 37 anos, durante uma festa no fim do ano. Dezenas de familiares e vizinhos do conjunto habitacional, onde o casal morava e mantinha um bar, foram ouvidos ao longo da investigação e informaram que a relação dos dois era marcada por brigas violentas e que há dez anos, Gilson e Cristina chegaram a se separar depois que ele a esfaqueou nas costas, numa discussão por ciúmes.

O crime

Depois da briga do Réveillon, o comerciante comprou cinco litros de gasolina e escondeu no imóvel. Na madrugada de quarta-feira (04/01), jogou gasolina nos filhos e na mulher e trancou a casa, fugindo para a cidade de Capim Grosso. Em seguida, ele disse ter ido para Jacobina e Irecê e retornado a Feira de Santana, na madrugada de sexta-feira (06/01).

“Desde que o fato aconteceu, as nossas guarnições foram alertadas para ficarem atentas com relação à localização e prisão de Gilson”. Afirmou o Tenente Coronel PM Vanderval Ramos (CPRL).

“O senhor Gilson demonstrou frieza, apesar de ter tentado demonstrar uma sentimentalidade um pouco forçada e mostrou que foi sim um crime premeditado” Afirmou a delegada Larissa Lage (Delegacia de Homicídios de Feira de Santana), além de informar que a polícia solicitou o mandado de prisão de Gilson à Justiça, o qual foi prontamente expedido, assim como o acompanhamento da conta bancária e das ligações telefônicas do acusado, para auxiliar na sua localização, e que o acusado deverá ser conduzido ao sistema prisional ainda nesta sexta-feira.

“Tem um total de cinco corpos, de crianças de dois anos, sete anos, oito anos, treze e dezoito. Todas elas já foram necropsiadas e o que foi constatado é que todas morreram em decorrência da ação do fogo, pela carbonização. A gente verificou que a carbonização foi extrema, não sendo possível fazer nenhuma coleta de digitais. Até o momento nenhum corpo foi identificado, caso não seja possível à identificação pela documentação apresentada pela família, vai ser realizado o exame de DNA, em todos eles verificou que existiam foligem na traqueia, o que indica que foram queimados vivos, não sofreram nenhum outro tipo de lesão, e ai estamos aguardando mais documentações para podermos trabalhar mais ainda sobre a identificação destes corpos”. Finalizou Celso Danilo Fonseca Vilas Boas , Coordenadoria Regional de Polícia Técnica de Feira de Santana.

Tentativa há 10 anos

Há dez anos, Gilson e Cristina chegaram a se separar depois que ele a esfaqueou nas costas, numa discussão por ciúmes.

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

Manchete

Colunistas e Artigos

+ Publicações >>>>>>>>>

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]