A qualidade moral dos políticos brasileiros

O político brasileiro na sua grande maioria, são corruptos que recebem e pagam propinas

As péssimas qualidades morais do político brasileiro não são mais duvidosas. Já é comprovadamente um fato concreto. Na sua grande maioria são corruptos que recebem e pagam propinas, desviam valores do erário para contas particulares nos paraísos fiscais, praticam tráfego de influências, negócios escusos, entre diversas outras mazelas.

O corporativismo político, que vem a ser um por todos, todos por um e ninguém é contra ninguém, dá lugar – com o auxilio do foro privilegiado que gera a impunidade – para a corrupção política se alastrar pelo Brasil afora, deixando o País com péssima imagem no exterior. Sendo que, o decoro parlamentar já foi extinto há muito tempo. Temos um parlamento desmoralizado!

A professora de pós-graduação em ciências política na UFMG, Maria Telles, em depoimento ao site brasil247.com, afirma que: “Depois do Apocalipse de 2016 eu reduzi ao mínimo minhas expectativas sobre a qualidade moral do Brasil, dos seus políticos e dos brasileiros. Minhas expectativas hoje são mínimas; eu atualmente toparia voltar a acreditar num país qualquer se os habitantes dele se indignassem com os mais de uma centena de pessoas massacradas, decapitadas e degoladas em presídios com o mesmo furor com o qual berraram contra uma mulher que Pedalava. Mas, este povo indignado não existe e aqueles que poderiam se indignar preferem postar gatinhos ou fazer selfies bonitinhos em Passárgada, enquanto esperam o carnaval chegar”.

É fundamental que o povo brasileiro procure no próximo pleito, otimizar a qualidade da Câmara e Senado Federal, elegendo nomes novos, políticos que em suas veias não corre a virose da corrupção; excluir deste processo, os velhos políticos de carreira já viciados com práticas nefastas que fazem parte do seu dia a dia. Estes corruptos de carteirinha tem como principal objetivo dilapidar o patrimônio público e enriquecer ilicitamente.

É lamentável ouvir Alexandre de Moraes, filiado ao PSDB e atual Ministro da Justiça do Brasil, confessar em público a sua irresponsabilidade mediante ao pedido de ajuda da governadora do Acre, Suely Campos, antes do conflito que matou 33 presidiários: “Não, eu não caí em contradição. Lembrei de [sic] um dos pedidos e me esqueci do outro. A governadora esteve no ministério duas ou três vezes. Não tenho problema nenhum em dizer que eu esqueci”.

Infelizmente é esta a qualidade dos que regem o nosso País, nossas vidas.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.