A Maçonaria homenageia o general Artur da Costa Moura | Por Luiz Holanda

Edmilson Bispo Gonçalves, Grão-Mestre Adjunto da Gleb; Artur Costa Moura, General de Exército e membro do Alto Comando; Baltazar Miranda Saraiva, presidente do Tribunal de Disciplina Ética e Eleitoral da Gleb; e Jair Tércio Cunha Costa, Grão-Mestre da Gleb, durante entrega da comenda ‘Ordem do Mérito Maçônico 2 de Julho’.

Edmilson Bispo Gonçalves, Grão-Mestre Adjunto da Gleb; Artur Costa Moura, General de Exército e membro do Alto Comando; Baltazar Miranda Saraiva, presidente do Tribunal de Disciplina Ética e Eleitoral da Gleb; e Jair Tércio Cunha Costa, Grão-Mestre da Gleb, durante entrega da comenda ‘Ordem do Mérito Maçônico 2 de Julho’.

Em solenidade patrocinada pela Grande Loja Maçônica da Bahia (GLEB), o general de exército Artur da Costa Moura, Comandante Militar do Nordeste, foi homenageado com a Comenda 2 de Julho, a maior condecoração que se pode outorgar a brasileiro ou a estrangeiro pelos serviços prestados à Bahia e ao seu povo.

A comenda lembra o movimento iniciado em 1821 motivado pelo sentimento federalista emancipador do povo baiano, visando inserir nosso estado na unidade nacional brasileira durante a guerra da independência. O desfecho deu-se a 2 de julho de 1823, data em que até hoje se comemora a independência da Bahia.

A comemoração desse dia é uma celebração às tropas do Exército e da Marinha brasileira que, através de muitas lutas, conseguiram a separação definitiva do Brasil de Portugal, quando nossas tropas entraram em Salvador, então ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta.

A entrega da comenda “ORDEM DO MÉRITO MAÇÔNICO 2 DE JULHO” ocorreu na sede do Palácio Maçônico, em nossa capital, sendo que, nessa ocasião, o autor da iniciativa de homenagear o seu grande amigo, general Artur da Costa Moura, desembargador Baltazar Miranda Saraiva, também foi condecorado, inclusive no “Grau de Dignidade”.

Outras personalidades também foram homenageadas, mas todas fizeram questão de ressaltar a homenagem ao general Artur, o mais recente comandante militar do nosso glorioso exército. Discorrer sobre a vida e as atividades do ilustre militar não é tarefa fácil, face à sua extensa folha de serviços prestados à nação.

O que se pode ressaltar, numa síntese própria do momento em que se registra tão justa homenagem, é que o vasto currículo desse brasileiro ilustre pode se resumir numa só expressão de grandeza capaz de abranger toda a sua existência: patriota, militar competente, culto, civilizado, bom marido de Cláudia Benita Pedrosa Moura e excelente pai de Flávia e Adriana.

Nascido em 31 de maio de 1956, na cidade baiana de Jequié, começou sua carreira militar praticamente no Colégio Militar da Bahia, instituição de ensino renomada, até ser incorporado às fileiras do nosso exército em 17 de fevereiro de 1975, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), localizada no município de Resende, no Estado do Rio de Janeiro.

Esse estabelecimento de ensino militar de nível superior pertence ao Exército Brasileiro, cuja principal missão é formar os oficiais de carreira da linha de ensino militar bélico para formação da nossa nacionalidade. Essa instituição forja homens de moral e dignidade, intelectualmente impregnados do sentimento de bravura e de patriotismo.

Após 4 anos na AMAN, Artur Costa Moura graduou-se aspirante, em 14 de dezembro de 1978, na Arma de Infantaria, sendo classificado no 19º Batalhão de Caçadores – tradicional Unidade de Infantaria do Exército Brasileiro-, cujas origens são o 11º Regimento de Infantaria (Regimento Tiradentes), que recebeu a denominação histórica de Batalhão Pirajá, haja  vista que, em sua história, existe uma estreita ligação com a Bahia e o povo baiano, do qual é digno guardião das glórias e tradições.

O general Artur comandou a 6ª Região Militar em nosso Estado até a sua promoção a General de Exército, quando foi transferido para o Comando Militar do Nordeste, com sede em Recife, quartel-general do Curado. Retornou a Salvador para receber a comenda da Ordem 2 de julho, uma forma de reconhecimento por tudo o que ele tem feito pela Bahia e pelo Brasil.

O desembargador Baltazar Miranda Saraiva, que teve a iniciativa da outorga da comenda ao ilustre militar, fez questão de registrar que, embora orgulhoso por ter sido um dos homenageados, maior orgulho foi indicar o amigo para receber essa homenagem, que não é só da maçonaria, mas da Bahia e do Brasil.

O general Artur Costa Moura, externando os seus agradecimentos aos irmãos maçons, afirmou que guardaria a comenda ORDEM DO MÉRITO MAÇÕNICO 2 DE JULHO entre os melhores troféus que a vida lhe proporcionou receber,  símbolo de um país progressista, livre e democrático.

*Luiz Holanda é advogado e professor universitário.

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Sobre o autor

Luiz Holanda
Luiz Holanda é advogado e professor universitário, possui especialização em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (SP); Comércio Exterior pela Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo; Direito Comercial pela Universidade Católica de São Paulo; Comunicações Verbais pelo Instituto Melantonio de São Paulo; é professor de Direito Constitucional, Ciências Políticas, Direitos Humanos e Ética na Faculdade de Direito da UCSAL na Bahia; e é Conselheiro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/BA. Atuou como advogado dos Banco Safra E Econômico, presidiu a Transur, foi diretor comercial da Limpurb, superintendente da LBA na Bahia, superintendente parlamentar da Assembleia Legislativa da Bahia, e diretor administrativo da Sudic Bahia. E-mail para contato: [email protected]