Rio de Janeiro é 1ª paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial da UNESCO

Vista panorâmica da cidade do Rio de Janeiro.

Vista panorâmica da cidade do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro recebeu o título de paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial, conferido de forma inédita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Reconhecimento chama atenção para as relações peculiares entre cidade e natureza que são observadas na capital fluminense. Cerimônia de entrega do certificado da agência da ONU acontece na próxima terça-feira (13/12/2016), aos pés do Cristo Redentor.

Reconhecida como uma das cidades mais belas do mundo, o Rio de Janeiro encontra na relação entre homem e natureza a âncora para o seu título de primeira paisagem cultural urbana declarada Patrimônio Mundial, conferido de forma inédita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).Anteriormente, os sítios reconhecidos nessa tipologia eram relacionados a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e outros locais de cunho simbólico. A cidade do Rio de Janeiro passou, em 1º de julho de 2012, a ser a primeira área urbana no mundo a ter reconhecido o valor universal da sua paisagem urbana.

Até o reconhecimento internacional, foram quatro anos de trabalho conjunto entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Ministério do Meio Ambiente e a Associação de Empreendedores Amigos da UNESCO, além dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro e parceiros privados e públicos, que criaram os Comitês Institucional e Técnico para a elaboração do dossiê de candidatura.

A entrega oficial do documento de inscrição do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO aconteceu na terça-feira (13/12/2016), em cerimônia que aos pés do Cristo Redentor, no Corcovado, e contou com a presença da presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, da coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis, além de representante do governo do estado.

De acordo com a presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, o título trouxe ao cenário nacional e internacional o desafio de construir novos parâmetros para as políticas de patrimônio com vistas à proteção e à gestão de um bem tão peculiar e com característica singular em todo o mundo.

O representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, ressalta que, assim como foi o reconhecimento de Brasília há 30 anos, o título do Rio de Janeiro também foi inovador. Para ele, a convivência da cidade maravilhosa com sua rica paisagem natural indica desafios permanentes para assegurar a perenidade dos atributos únicos que levaram a cidade a ser inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Entre os principais elementos que tornaram excepcional e maravilhosa a cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha, estão o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a famosa praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem o Forte e o Morro do Leme, o Forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo, entre outros elementos.

Plano gestor do patrimônio mundial

Uma extensa programação antecede a cerimônia de certificação que ocorrerá no Centro de Visitantes das Paineiras, no Parque Nacional da Tijuca (RJ), área que integra o sítio declarado pelo Comitê do Patrimônio Mundial.

Às 14h, será instalado oficialmente o Comitê Gestor do Sítio Patrimônio Mundial, coordenado pelo IPHAN e composto por 20 membros que incluem representantes do Instituto, dos Ministérios da Defesa e Meio Ambiente, da Prefeitura, do governo do estado do Rio, da UNESCO, além da sociedade civil e organismos não governamentais, como o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), associações de moradores do município do Rio de Janeiro, entre outros.

O Plano de Gestão do Sítio “Rio de Janeiro, Paisagens Cariocas, entre a Montanha e o Mar”, que foi aprovado no ano passado na Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Bonn, na Alemanha, será apresentado na ocasião e conta com a contribuição de diferentes agentes do setor público nas esferas federal, estadual e municipal, como também do setor privado e da sociedade civil.

O Plano, que é um dos assuntos da mesa-redonda técnica que ocorrerá sobre a gestão de paisagens culturais, tem como princípio a gestão integrada entre os órgãos e agentes de preservação da cultura e da natureza. Serão debatidas as experiências do Rio, bem como a de Sevilha, na Espanha, com bens culturais também declarados Patrimônio Mundial. A cidade espanhola desenvolveu o seu Guia de Paisagem, que será abordado pela Direção do Laboratório de Paisagem do Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico.

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