Peru diz que Odebrecht não poderá participar de novas licitações no país

O chefe do Gabinete Ministerial do Peru, Fernando Zavala, informou à imprensa que a Odebrecht e empresas acusadas de corrupção não participarão de novas licitações oficiais no país.

O chefe do Gabinete Ministerial do Peru, Fernando Zavala, informou à imprensa que a Odebrecht e empresas acusadas de corrupção não participarão de novas licitações oficiais no país.

O chefe do Gabinete Ministerial do Peru, Fernando Zavala, informou na quarta-feira (28/12/2016) que serão feitas mudanças na Lei de Contratação com o Estado para que a Odebrecht e empresas que foram sancionadas por atos de corrupção não participem em novas licitações oficiais. As informações são da Agência Andina.

Após uma reunião com o Conselho de Ministros, Zavala destacou que o governo peruano preocupa-se com o combate à corrupção e tem adotado uma série de medidas nesta direção. “Combinamos implementar mecanismos na nova Lei de Contratação do Estado para impedir que as empresas sancionadas por corrupção não participem em novas licitações convocadas pelo Estado”, disse ele em coletiva de imprensa.

“Sobre as obras em execução, nós vamos dar condições para que as investigações prossigam e ao mesmo tempo garantir as condições para continuar com os serviços que tem a ver com a cidadania”, informou o ministro. Ele conclamou o Ministério Público e o Poder Judiciário “para que realizem todas as investigações e diligências que correspondem a esse caso, no prazo mais breve possível, para punir os responsáveis”.

A decisão do governo peruano vem um dia depois do governo do Panamá anunciar, na terça-feira (27),  que o grupo Odebrecht não poderá participar de futuras licitações no país.

Nota da Odebrecht

Procurada pela Agência Brasil, a Odebrecht disse, através da sua assessoria de imprensa, que não se manifestaria sobre a decisão do governo peruano, mas reafirma seu compromisso de colaborar com a Justiça. “A empresa está implantando as melhores práticas de compliance, baseadas na ética, transparência e integridade”, afirma a nota.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]