Operação Calicute: MPF suspeita que ainda há joias ocultas do ex-governador Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo

Policiais federais chegam à sede da polícia com malotes apreendidos na Operação Calicute. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral e a mulher, Adriana Ancelmo, foram presos na Operação Calicute. Ambos são  acusados  de  lavagem  de  dinheiro  por  meio  da  compra  de  joias  em  dinheiro.

Policiais federais chegam à sede da polícia com malotes apreendidos na Operação Calicute. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral e a mulher, Adriana Ancelmo, foram presos na Operação Calicute. Ambos são acusados de lavagem de dinheiro por meio da compra de joias em dinheiro.

A compra de joias com dinheiro em espécie para lavagem de ativos era uma das estratégias da quadrilha que o Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça na Operação Calicute. O ex-governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, foi acusado de chefiar o grupo. Ele e a mulher, Adriana Ancelmo, ainda teriam joias a serem encontradas, segundo aponta a investigação em curso.

Em entrevista concedida na quarta-feira (07/12/2016), o procurador regional da República José Augusto Vagos disse que ainda podem ser encontradas joias. “É uma tipologia tradicional na lavagem de dinheiro. Consegue-se trocar grandes valores de dinheiro, difíceis de serem guardados, por objetos pequenos e fáceis de ser ocultados. Nossa suspeita é que há joias escondidas, que não foram encontradas até hoje. A quantidade de joias compradas é muito maior do que as que foram encontradas na deflagração [da operação policial]”, afirmou o procurador. Para Vagos, cerca de R$ 6 milhões foram lavados dessa forma.

Crime permanente

Segundo o procurador, a ocultação das joias constitui crime permanente e pode render prisão em flagrante. A identificação dos objetos de valor ocorreu em grande parte após a deflagração da operação, desde a qual foram presos Cabral, sua mulher, dois ex-secretários e mais seis pessoas.

Gerentes das joalheirias H.Stern e Antônio Bernardo, em que as compras eram efetuadas, foram ouvidos e precisaram o valor e a quantidade de joias adquiridas pelo casal.

A possibilidade de ocultação das joias foi um dos motivos para que a prisão preventiva de Adriana Ancelmo fosse pedida novamente pelo MPF e executada na tarde de ontem (6). Na deflagração da Calicute, no mês passado, já havia um pedido semelhante, que foi negado, e Adriana foi conduzida coercitivamente a depor.

A Polícia Federal encontrou R$ 53.050 mil em espécie quando foi prender Adriana Ancelmo, ontem. Cerca de 100 acessórios identificados como possíveis joias ainda precisam ser periciados para que se confirmem objetos de valor. Três laptops e dois tablets também foram apreendidos.

Conforme a denúncia apresentada pelo MPF, a ex-primeira dama recebeu R$ 1,5 milhão lavados no esquema de corrupção. Cerca de R$ 500 mil foram entregues em seu escritório, em espécie.

As investigações indicam que Cabral presenteou Adriana Ancelmo em seu aniversário com três joias avaliadas em R$ 1 milhão.  Quando completaram 10 anos de casamento, os dois compraram joias no valor de R$ 1 milhão. As compras eram feitas sem notas fiscais, que só foram emitidas após a deflagração da Operação Calicute.

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