Feira de Santana: vererador Justiniano França responde críticas feitas pelo presidente do Sindesp

Justiniano Oliveira França.

Justiniano Oliveira França.

Durante pronunciamento realizado na tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta quarta-feira (30/11/2016), o vereador Justiniano França (DEM) respondeu às críticas feitas pelo presidente do Sindicado dos Servidores Municipais de Feira de Santana (Sindesp).

O edil disse que ouviu uma crítica em um programa da Rádio Subaé. “Surpreendi-me esta manhã com uma matéria no programa da Rádio Subaé, em que o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais disse que este vereador estava incentivando as entidades com a questão do vale transporte, porque eu sou governista e ouvi as categorias”, disse.

Justiniano lamentou o posicionamento do sindicalista afirmando que, na condição de vereador, não pode se ausentar dos debates, quando for solicitado. “Enquanto vereador, não posso me furtar de participar de nenhuma reunião com quem quer que seja. O que mais me estranhou é que a reunião foi convocada pelo presidente Ronny, que me convidou a participar. Também participou o líder do governo, José Carneiro; o vereador Alberto Nery, mas ele [o sindicalista] me elegeu para fazer a crítica”, queixou-se.

O democrata reiterou: “onde for convidado como vereador, eu estarei participando e não é ele quem vai ditar minha postura. Sou vereador de Feira de Santana, e não apenas das 5.244 pessoas que votaram em mim”, ressaltou.

Audiência pública

Na oportunidade, Justiniano comentou sobre a audiência pública realizada na tarde de ontem (29), no plenário da Casa, que debateu o Plano Municipal de Educação. “Quero parabenizar a vereadora Eremita pela condução da audiência, porque não foi fácil, teve alguns momentos de turbulência, mas a senhora teve a postura para que voltasse à normalidade”, elogiou.

O vereador pontuou que o Poder Legislativo tem o dever de aprovar os projetos, mas que isto não quer dizer que não possa fazer modificações. “A Câmara tem responsabilidade de aprovar e receber as propostas, isso não quer dizer que tenhamos que aprovar da forma que veio”, disse Justiniano, se referindo à solicitação dos elaboradores do Plano Municipal de Educação, para que ele seja votado na íntegra pelo Legislativo.

O edil disse ter observado também que os envolvidos na construção do Plano Municipal de Educação deram ênfase à rede municipal, como se o plano fosse uma orientação apenas para este segmento do ensino. “Percebi em todas as falas como se fosse só para a rede municipal de educação, mas o plano é para a educação em Feira de Santana. Será que as instituições estaduais e particulares vão cumprir? Vi uma coisa interessante no plano, que as escolas de educação infantil terão que ter dois professores em sala, será que a Escola João Paulo, se tiver creche, vai cumprir? E o colégio Nobre?”, indagou.

Para Justiniano, o Plano Municipal de Educação não pode especificar o tempo para que as necessidades do ensino sejam colocadas em prática, uma vez que o plano tem validade de 10 anos e as demandas deverão ser atendidas de acordo com o orçamento.

“Temos que ‘casar’ não com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, mas com a LOA. Será que essas pessoas que fizeram o plano participaram das audiências sobre o orçamento e deram sugestão, para agora ‘casar’ com as propostas do plano municipal, para que em quatro anos de gestão seja realizado? Percebi que existem algumas questões colocadas de investimento financeiro, não temos condições de aprovar, porque aí vai ter esse choque, por mais que a gente queira as melhorias”, avalia.

De acordo com o vereador, em um dos pontos do Plano Municipal diz que deverá ser construído um Centro Tecnológico nos próximos dois anos. “Será que existem recursos para isso? Vamos colocar na vigência do plano, porque é importante, mas não posso dizer que isso seja feito em um ano ou dois. São questões importantes, mas que não podem ficar apenas no papel, na necessidade de aprovar, que o plano fique só no papel”, pontuou.

Justiniano salientou ainda que se houver a necessidade de mudanças, elas serão feitas e aprovadas pela Casa, para que atendam à realidade do município. Disse também que não se pode permitir nenhum tipo de preconceito ou discriminação.

Em aparte, o vereador Edvaldo Lima (PP) participou do debate. “Parabenizo a Vossa Excelência por trazer esse assunto, que os vereadores desta Casa, pelo meu ver, foram desrespeitados, não por todos, mas por alguns”, disse o pepista, ressaltando que, durante a audiência pública, Justiniano interviu em momentos que eram necessários, para que não houvesse ofensas.

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