Eunápolis: Comissão começar a ouvir testemunhas e vítimas no caso de assédio sexual na Uneb

Alunos do Diretório Acadêmico 'Roda Viva', do curso de História da Uneb em Eunápolis, tem feito uma série de ações no Campus XVIII para alertar acerca das ocorrências de assédio no âmbito da universidade.

Alunos do Diretório Acadêmico ‘Roda Viva’, do curso de História da Uneb em Eunápolis, tem feito uma série de ações no Campus XVIII para alertar acerca das ocorrências de assédio no âmbito da universidade.

A comissão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura as denúncias de assédio sexual e moral no Campus XVIII da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) está em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, para começar a ouvir, nesta segunda-feira (19/12/2016), o que professores e alunos arrolados como testemunhas – além das próprias mulheres apresentadas como vítimas – têm a falar. A previsão é que, até amanhã, pelo menos 20 depoimentos sejam coletados pela equipe apuradora, que é formada por servidores da universidade enviados da Capital.

Em novembro, após mais de cinco meses de apuração preliminar das denúncias, em processo de sindicância, a Reitoria da universidade decidiu constituir uma comissão para conduzir o PAD, que passou a investigar o caso com mais afinco. Pesa contra ele a acusação de ser reincidente, já que, segundo uma ex-colega, hoje também professora universitária, Alex Sandro teria lhe agredido, em 2010, quando ambos eram alunos do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela o acusa de ter lhe agarrado à força, obrigando-a a beijá-lo na boca.

Investigação

Em entrevista na última sexta-feira (16/12), após receber o título de Cidadão Baiano da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o reitor da Uneb, José Bites de Carvalho, enfatizou que a comissão está trabalhando e, em nenhum momento, a universidade se absteve de tomar as medidas necessárias para apuração do caso. Levando em conta o prazo de 60 dias a contar de 16 de novembro, data de instauração do processo disciplinar, a comissão tem até meado de janeiro de 2017 para concluir os trabalhos e apresentar o relatório das apurações ao reitor, que tomará a decisão final a partir do que foi levantado.

De acordo com Bites, todo o processo terá seus resultados divulgados no momento certo. “Caso comprovado efetivamente, serão penalizados os responsáveis por qualquer ato ilícito ou criminoso no âmbito institucional”, assegurou. Nascido em Goiás, o reitor José Bites teve a cidadania baiana concedida a partir de proposta feita, na Assembleia Legislativa, pela deputada estadual Luiza Maia (PT), uma das vozes do Parlamento baiano que costuma se posicionar de forma fervorosa na defesa dos direitos das mulheres.

*Com informações são da Uneb.

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