Deitado eternamente em berço esplêndido

Confronto em frente à sede da Alerj, durante protesto de servidores do Rio de Janeiro.

Confronto em frente à sede da Alerj, durante protesto de servidores do Rio de Janeiro.

O brasileiro, como o próprio hino nacional diz, vive eternamente “deitado em berço esplêndido”, provavelmente tirando uma soneca, ou seja, aconteça o que acontecer, mesmo que seja para ferrar a população, “ele” não está nem aí.

O brasileiro ainda não percebeu que este governo ilegítimo e de entrega, está, além de proporcionando o maior desmonte já ocorrido na história deste país, tomando medidas que só beneficiam os banqueiros – principalmente através das previdências privadas – prejudicando os pobres e assalariados; destruindo o futuro dos mais jovens.

E “ele” não se levanta do seu berço esplêndido para ir às ruas protestar por seus direitos!

Não observou ainda o povo brasileiro, que todas as Instituições deste País estão totalmente avacalhadas, falidas. O STF, Órgão máximo do Judiciário brasileiro, absolutamente desmoralizado. Renan Calheiros disse que não ia cumprir a liminar do Ministro Marco Aurélio Mello, que o afastava da presidência do Senado Federal, e assim o fez, cometendo crime de desobediência à ordem judicial – Artigo 300 do Código Penal – cuja pena é de 15 dias a seis meses de reclusão e multa. E ficou por isso mesmo.

Esta passividade do STF, além de comprovar a deterioração das instituições públicas brasileiras, também leva a crer que algo de estranho está acontecendo no “Feudo” de Michel Temer. Quem deve a quem? Por que o STF ficou submisso ao senador Renan Calheiros? O que está por trás de tudo isso? Ninguém é inocente. Como dizia Shakespeare, “Há algo de podre no reino da Dinamarca”.

Em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva – golpe de 1964 – foi criado o Ato Institucional número 5 – AI5 – que produziu um conjunto de ações arbitrárias de efeitos duradouros e devastadores. Hoje, 48 anos após este golpe, foi aprovado pelo Senado Federal a PEC 55, também conhecida como a PEC da morte ou o AI 5 da cidadania. Para alguns, a PEC do Fim do Mundo.

Hoje o brasileiro, principalmente aqueles que bateram panelas, em vez de estarem deitados eternamente em berço esplêndido, deve estar de quatro, principalmente para os EEUU, que conseguiu trazer de volta para a “senzala” todo o povo brasileiro. Lembrem-se que estamos no governo da entrega.

Para os “paneleiros”, esta posição – de quatro – deve ser bem confortável, porque conseguiram o que queriam; provavelmente o prazer pelo qual tanto buscaram. Agora, com certeza absoluta, não vão bater mais panelas. Mas, depois da PEC do Fim do Mundo, Reforma da Previdência, congelamento dos investimentos por vinte anos, delações premiadas com nomes de todos os escalões da política, e tiverem que pagar para despachar as bagagens em suas viagens ao exterior, não se sabe se mais tarde, vão gritar de prazer ou de dor. Onde se escondeu o “gigante pela própria natureza”? Talvez esteja também, deitado em berço esplêndido, ou será que está batendo panelas?

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.