APLB Feira de Santana convoca categoria e comunidade para acompanhar votação do Plano Municipal de Educação

A APLB Sindicato Feira convoca Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação e sociedade civil de Feira de Santana para acompanhamento da votação do Plano Municipal de Educação de Feira de Santana (PME), que ocorre na terça-feira (06/11/2016), às 8h30, na Câmara Municipal Municipal.

Em sessão realizada na Casa do Legislativo na manhã desta segunda, 5, quando a votação do projeto foi adiada devido à decisão do Presidente da Casa, Vereador Reinaldo Miranda “Ronny” (PHS), de suspensão da plenária, alguns vereadores proferiram discurso contrário à aprovação do PME na íntegra.

As metas 21, 22 e 23, que discutem Educação para relações étnico-raciais, Gênero e Sexualidade, e serão contempladas posteriormente com políticas públicas, são cotadas para extinção no PME, devido a posições contrárias de alguns Edis.

O Vereador Edvaldo Lima (PP), no uso da palavra, destacou que não concorda com a discussão de gênero e sexualidade nas escolas – item que integra a proposta do PME, elaborada por pais de estudantes, professores, gestores escolares, representantes de sindicatos e de diversos setores da sociedade civil organizada, bem como de instituições públicas e privadas ligadas à Educação. Segundo o vereador, a orientação de sexualidade deve ser feita apenas pelos pais de estudantes, em casa, e não nas escolas, por parte dos professores.

Já o vereador David Neto (DEM), se manifestou a favor do Plano. “Houve audiência pública, os Professores acompanharam todo o processo. Quem somos nós para acrescentar alguma emenda no projeto?”, questionou.

Beldes Ramos (PT), também declarou apoio à aprovação do PME com texto original, elaborado em julho de 2015 durante a II Conferência Municipal de Educação. “O que estamos fazendo é legitimar o que já acontece nas escolas, que é a descoberta da sexualidade”, completou o vereador.

A dirigente sindical da APLB Feira, Professora Marlede Oliveira, atentou para a importância de uma educação pública de qualidade e, consequentemente, a necessidade da urgente aprovação do PME.

“É necessário que a gente valorize, principalmente, a educação pública, porque é nessas escolas que estão os filhos dos trabalhadores, dos negros e pobres desta cidade, que precisam de educação de qualidade. Queremos dizer da necessidade desse Plano Municipal de Educação, onde aponta o Plano de Carreira para os Trabalhadores em Educação, porque a escola não é composta apenas por Professores e sim por diversos profissionais como diretores e funcionários de escolas”, finalizou a sindicalista.

Em protesto contra o adiamento da votação, um grupo de mulheres – entre diretoras da APLB Sindicato Feira, Trabalhadoras em Educação e representantes da sociedade civil organizada, de diversos segmentos – segue ocupando a Câmara Municipal.

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