Prefeitura de Feira de Santana informa que convocou quatro vezes mais do que previsto em concurso de 2012 e que em 2017 pretende realizar novo certame

Prefeitura de Feira de Santana não deve convocar concursados em 2012 e pretende promover novo certame em 2017.

Prefeitura de Feira de Santana não deve convocar concursados em 2012 e pretende promover novo certame em 2017.

Em nota, emitida na quarta-feira (23/11/2016), a Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS) diz que convocou quatro vezes mais concursados do que as vagas previstas para contratação no concurso realizado em 2012, durante a gestão Tarcízio Pimenta, e que pretende realizar novo certame em 2017.

Motivada em decorrência de protestos realizados por grupos de concursados em 2012, do setor da saúde, a nota esclarece que a administração municipal mantém o equilíbrio orçamentário, e isso tem permitido conceder reajustes anuais, mantendo os pagamentos de ativos e inativos em dia.

A administração conclui a nota destacando que, a despeito da vontade de contratar todos os concursados, é necessário manter o equilíbrio orçamentário com a finalidade de garantir a estabilidade.

Confira o teor da nota ‘Prefeitura de Feira de Santana convocou quatro vezes mais que vagas previstas em concurso – Município deve realizar novo concurso em 2017’

A propósito de reclamações feitas nos últimos dias, por algumas pessoas que participaram do concurso público da Prefeitura de Feira de Santana no ano de 2012, e reivindicam  ser convocadas, o Governo Municipal faz os seguintes esclarecimentos:

  1. O referido concurso, em seu edital, previa o quantitativo de 213 vagas. Todavia, a Administração Municipal  convocou 986 novos servidores. Isto representa cerca de 450% a mais que o estabelecido.
  2. Em algumas das áreas de trabalho previstas no certame, o Município mais que quintuplicou o número de convocados. Agentes de trânsito, por exemplo, o edital do concurso quantificava em 15 profissionais, enquanto foram convocados 103; havia 10 vagas para motoristas, mas o total de convocados atingiu 78; professor para a educação infantil a previsão era de 50 vagas, sendo convocados 538; eram 6 vagas para assistente social, mas foram convocados 18, entre outros vários casos.
  3. Estados e municípios brasileiros, como é do conhecimento da população feirense, enfrentam severa crise econômica nos últimos anos. Em muitos casos, há a necessidade de parcelamento do salário do funcionalismo. Cidades com grande arrecadação não estão concedendo reajuste salarial ao servidor, nesses últimos quatro anos.
  4. A situação é mais grave ainda quando se trata dos sistemas de previdência desses estados e municípios, muitos deles em estado de falência e sem as garantias de honrar compromissos com seus servidores segurados.
  5. Em Feira de Santana, graças a uma gestão financeira austera e equilibrada, a Previdência se encontra com seus compromissos em dia, reajustes salariais são concedidos anualmente ao funcionalismo e tem sido possível a reposição do quadro de servidores, como se observa na tabela em anexo.
  6. Toda prudência é necessária aos gestores municipais, sob o risco de falência econômica, como já se tem registrado no Brasil. Em Feira de Santana, servidores terceirizados atuam em programas criados pelo Governo Federal. Afinal, tais programas podem não ser definitivos, o que torna injustificável a efetivação desses trabalhadores.
  7. Para finalizar, uma boa notícia: a Prefeitura de Feira de Santana deverá, mesmo em meio a crise atual que abala os municípios, realizar um novo concurso público em 2017, cumprindo a sua política de ampliação do quadro de servidores efetivos da administração. Sabemos da necessidade e da expectativa de quem participa de um concurso, como os que fizeram o de 2012. Mas é preciso, por parte de quem governa, manter a responsabilidade acima de sua vontade, para garantir a estabilidade de todos.

Prefeitura de Feira de Santana

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Concursados de 2012 para o setor da saúde do município de Feira de Santana promovem protesto

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.