Oito políticas de Donald Trump que podem mudar os EUA e influenciar o mundo

Donald Trump não só venceu as eleições e se tornará presidente dos Estados Unidos em janeiro de 2017 como o partido Republicano terá maioria no Congresso Nacional.

Donald Trump não só venceu as eleições e se tornará presidente dos Estados Unidos em janeiro de 2017 como o partido Republicano terá maioria no Congresso Nacional.

Donald Trump não só venceu as eleições e se tornará presidente dos Estados Unidos em janeiro de 2017 como o partido Republicano terá maioria no Congresso Nacional abrindo caminho para que uma série de propostas se torne realidade.

É impossível prever que elementos da retórica de campanha continuarão sendo defendidos e o que, de fato, seria aprovado pelo Congresso.

Mas, com base no que foi dito durante a campanha, confira 8 áreas que podem mudar com Trump na Casa Branca:

1 – Imigração dificultada e muro na fronteira com o México

Tanto Barack Obama quanto Hillary Clinton apoiavam reformas no sistema de imigração americano, que dariam cidadania a imigrantes ilegais que hoje vivem nos Estados Unidos.

Já Trump declarou que pretende deportar 11 milhões de imigrantes ilegais e barrar totalmente a entrada de imigrantes muçulmanos nos Estados Unidos.

Sua promessa de construir um muro na fronteira com o México gerou revolta entre parte da comunidade hispânica no país.

Ao final da campanha, Trump não mudou o tom prometendo, por exemplo, “veto extremo” à imigração. Não deu detalhes, entretanto, sobre quais políticas iria realmente adotar. No entanto, é praticamente certo que as medidas prometidas pelos democratas não sejam implementadas.

2 – Suprema Corte mais conservadora

No momento, a Suprema Corte americana está dividida. Quatro juízes são considerados conservadores e outros quatro são considerados liberais. Falta nomeação do nono integrante.

Com a vitória, Trump poderá indicar mais um juiz conservador para a vaga criada pela morte de Antonin Scalia, em fevereiro.

Com o Senado nas mãos dos Republicanos, não deverá ser difícil para o novo presidente preencher os lugares ocupados por alguns juízes liberais prestes a se aposentar com juízes conservadores. Um supremo menos liberal e mais simpático às causas conservadoras, facilitaria a relação com o Executivo americano.

3 – Mais protecionismo econômico

Trump se manifestou contrário às políticas de comércio da China e prometeu proteger a indústria americana. Sua ameaça de impor tarifas punitivas pode gerar uma guerra tarifária.

Trump já se declarou contrário ao acordo de livre comércio entre os países do Pacífico, a Parceria Trans-Pacífica, que seria firmado entre Estados Unidos, Japão e outros dez países com costa no oceano Pacífico.

O Nafta, acordo entre Estados Unidos, México e Canadá também pode vir a sofrer revisões.

A relação comercial com o Brasil não foi tema de campanha, mas, em 2015, Trump citou o país em uma fala sobre relações comerciais injustas com os Estados Unidos. O discurso protecionista do candidato, portanto, pode entrar em colisão com expectativas do Brasil de exportar mais e amenizar o déficit que acumula com os Estados Unidos.

4 – Revisão da política de combate à mudança climática

Barack Obama é considerado o presidente americano mais ativo em relação às políticas de mudança climática. Trump deve liderar uma guinada nessa área.

Além de abandonar as medidas de Obama, o próximo presidente dos Estados Unidos afirmou durante a campanha que cancelaria os acordos de Paris de combate à mudança climática.

Trump também disse que cancelaria o financiamento americano aos programas de combate ao aquecimento global da ONU.

O posicionamento de Trump na área é claro: mais incentivo aos combustíveis fósseis, menos regulação para a indústria petrolífera e a aprovação do duto de petróleo que passará do Canadá para os Estados Unidos.5 – Política nuclear e revisão do acordo com o Irã

É notório que Trump mantém nenhum apreço pelo acordo firmado entre os Estados Unidos e o Irã, que impediria o país de produzir armamentos nucleares.

O acordo, firmado após intensas negociações lideradas por Obama e pelo seu secretário de Estado, John Kerry, poderá vir a ser revisado pelo próximo presidente.

Trump também não se mostrou contrário à aquisição de arsenais nucleares por Japão e Coreia do Sul, gerando forte tensão com a China. A posição contrasta, por exemplo, com o comprometimento de Obama com um mundo com menos armas nucleares.6 – Fim do Obamacare

Aprovado sob duras penas no primeiro mandato de Barack Obama, o Obamacare – principal política doméstica do atual presidente que dá acesso ao seguro de saúde a pessoas que não podiam financiar um plano privado – deve ser substituído.

Trump prometeu implementar um sistema que seguirá os “princípios do livre mercado”.

Sua proposta provavelmente não encontrará obstrução no Congresso, de maioria republicana.7 – Temor na Otan e mudança das relações com a Rússia

A Organização do Tratado Atlântico Norte, a maior aliança militar do mundo, encabeçada pelos Estados Unidos, não recebeu garantias do próximo comandante-em-chefe das forças armadas do país.

Pelo contrário, Trump classificou a OTAN de obsoleta e prometeu revisar o funcionamento da organização.

O principal comprometimento entre os países membros da OTAN é uma cláusula no acordo determinando que um ataque a qualquer membro da organização é considerado pelos demais membros como sendo um ataque ao próprio país.

De forma geral, a política internacional de Trump, que pode ser baseada em uma relação mais próxima com a Rússia, pode afetar questões como a guerra civil da Síria e os impasses na Ucrânia.

No entanto, uma eventual revisão do compromisso fundamental com a OTAN representararia uma guinada imprevisível na geopolítica internacional, afetando diretamente a Europa. Na União Europeia, as declarações contrárias a OTAN estão sendo vistas como um segundo baque após a votação dos britânicos pela saída do bloco, conhecida como Brexit.

8 – Menos impostos para negócios americanos

O republicano prometeu cortar impostos como nenhum presidente desde Ronald Reagan.

A promessa é reduzir impostos de maneira generalizada, mas beneficiando, principalmente, segundo a campanha de Trump, famílias com renda média.

Um dos itens dessa reforma prevê que nenhuma empresa americana pague ao governo mais do que 15% de seus lucros. Atualmente, esse percentual máximo pode chegar a 35%.

*Com informações da BBC Brasil.

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