No Brasil, ONU Mulheres pede o fim do patriarcado

Performance da artista Adriana Rolin levou mensagem de empoderamento para as mulheres.

Performance da artista Adriana Rolin levou mensagem de empoderamento para as mulheres.

Evento no Museu do Amanhã reuniu ativistas e pesquisadores para uma tarde de debates sobre a condição da mulher brasileira; nova etapa da campanha ElesporElas, que busca envolver homens e meninos na causa.

A ONU Mulheres promoveu no Brasil o evento “Por um Planeta 50-50 em 2030: Mulheres do Amanhã”. Ativistas, pesquisadores e personalidades participaram dos debates sobre autonomia feminina e a importância de se alcançar a igualdade de gênero até 2030, ano final para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.

O evento aconteceu na sexta-feira, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, destacou que para que os ODSs sejam alcançados, é necessário “acabar com o patriarcado”.

Direitos Iguais

“Para construir uma sociedade igual, onde homens e mulheres tenham os mesmos direitos, a gente tem que mudar. Desde o pessoal até as políticas públicas. Temos que trabalhar muito nos próximos 14 anos para realmente ter um planeta que dê iguais oportunidades para mulheres e para os homens.”

Segundo a diretora da ONU Mulheres Brasil, o empoderamento feminino depende de três pontos: espaço para as mulheres na política; autonomia econômica, para que tenham acesso ao crédito e consigam alcançar cargos de direção em empresas; e por último, o fim da violência.

O evento contou também com o lançamento da nova etapa da campanha ElesporElas, que traz depoimentos pessoais de artistas como Camila Pitanga, Bruno Gagliasso e Preta Gil.

Educação

O movimento busca envolver homens e meninos na luta contra a desigualdade de gênero. Sobre esta participação, a youtuber Helen Ramos, do canal HelMother, discutiu como os estereótipos ganham força com a educação que as crianças recebem em casa.

“Desde pequenos, os meninos são ensinados que eles não podem ser sensíveis, que eles têm que ser musculosos, que eles têm que fazer algum esporte; as meninas (são ensinadas) que têm que brincar com coisas rosas, serem princesas, já começa muito errado. E uma criança que acredita nisso acaba reproduzindo isso na hora de escolher sua profissão, na hora de escolher seu futuro e de se comportar.”

Quem também foi no Museu do Amanhã participar do evento da ONU Mulheres foi Mônica Sousa, filha do cartunista Maurício de Sousa e inspiração para a personagem dos quadrinhos Mônica.

Turma da Mônica

Ela explica que a criação da personagem, em 1963, aconteceu após muitos pedidos dos leitores das tiras de jornal.

“A Mônica foi criada porque os leitores pediam personagens femininas e meu pai não sabia escrever sobre mulheres e meninas. Então ele começou a escrever através das filhas e cada uma com a sua personalidade. E ele sempre respeitou isso. Eu era mesmo bravinha, eu era mesmo de não levar desaforo para casa. Os leitores começaram a pedir cada vez mais a presença da Mônica. E em função das mulheres em 1960 estarem saindo para o mercado de trabalho, estarem usando a pílula, elas se identificaram com a Mônica. Elas gostaram de ter uma personagem feminina que brigasse por elas.”

A programação do evento Planeta 50-50 incluiu várias conversas sobre discriminação racial, maternidade, empreendedorismo tecnológico, representatividade em campanhas publicitárias e educação sobre gênero.

*Com reportagem do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil, UNIC Rio.

*Com informação da Radio ONU.

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