Feira de Santana: vereador Alberto Nery comenta sobre greve geral, lixo e tarifa social

Alberto Matos Nery: Enquanto vereador desta cidade, eu fico revoltado em ver tanto entulho jogado nas ruas.

Alberto Matos Nery: enquanto vereador desta cidade, eu fico revoltado em ver tanto entulho jogado nas ruas.

Durante discurso proferido na sessão ordinária desta segunda-feira (14/11/2016), na Casa da Cidadania, o vereador Alberto Nery (PT) tratou sobre a paralisação ocorrida em todo o país na última sexta-feira (11), os lixos jogados em locais inapropriados na cidade e a Tarifa Social no sistema de transporte coletivo urbano.

“Quero aqui falar sobre a paralisação ocorrida em todo o país na última sexta-feira (11) e dizer que apoio esta movimentação, pois vamos ter um congelamento de verba para a saúde e educação durante 20 anos. O Governo está querendo dizer que a saúde e educação vão bem. O país precisa rever algumas questões, como por exemplo, as licitações, onde sabemos que há superfaturamento. Acredito que todas as licitações devam passar pelo Ministério Público, para que não haja mais esse superfaturamento e que os investimentos não vão para as mãos dos corruptos”, pontuou.

Em aparte, o vereador David Neto (DEM) disse que o país realmente precisa melhorar e ajustar as licitações. “Há muitas falcatruas e começam com as licitações”, afirmou.

De volta com a palavra, Nery fez alguns comparativos. “Vejam: um trabalhador ganha um salário mínimo de R$ 880,00 enquanto um presidiário gera um custo de mais de R$ 900,00. Um curso de Direito de uma faculdade pública gera hoje uma despesa de R$ 2.200,00, enquanto a mensalidade do mesmo curso em uma faculdade particular da cidade custa R$ 850,00. É um absurdo o que vivemos hoje em nosso país e isso precisa ser revisto”, sugeriu.

Lixo

Ainda na tribuna Nery tratou sobre o descarte de lixo na cidade. Segundo ele, determinados locais estão servindo de depósito de lixo. A sugestão do petista é de que a Prefeitura faça uma campanha educativa no sentido de manter a cidade mais limpa e organizada.

“Enquanto vereador desta cidade, eu fico revoltado em ver tanto entulho jogado nas ruas. Moro próximo ao Vila Olímpia e próximo dali a Prefeitura autorizou o descarte de materiais das trincheiras, mas as pessoas estão jogando todo o lixo. Há também um terreno perto da avenida de Canal que está servido de depósito de lixo. Acredito que o Município deveria fazer uma campanha educativa orientando as pessoas a jogarem o lixo em locais adequados e depois aprovemos um projeto que prevê punição para as pessoas que não respeitassem esses locais”, pontuou.

Em aparte, o edil Justiniano França (DEM) lembrou que todo o lixo deve ser descartado no aterro sanitário e que há o projeto Bota Fora, realizado pela Secretaria de Serviços Públicos, que visa recolher todos os grandes lixos que devem ser descartados. “Por exemplo, sofás. É só a pessoa ligar para a Secretaria que um carro vai buscar e descartar no local adequado. O projeto Plano de Resíduos Sólidos, caso aprovado, irá melhorar essa situação, pois prevê o reaproveitamento de materiais de construção, vai transformar as sobras em blocos, meio fio”, relatou.

De volta com a palavra, Nery afirmou que os condutores de carroças costumam fazer descarte de lixo nos locais mais próximos. “Isso é ruim porque a cidade fica feia, suja. A população deve ser orientada e depois fiscalizada através de câmeras instaladas em determinados locais. Gostaria também de chamar a atenção das Secretarias de Serviços Públicos e Obras, para que juntas façam esse trabalho de conscientização, pois sabemos que a Prefeitura limpa num dia e no outro está tudo sujo novamente”, disse.

Tarifa social

Mudando o foco do discurso, Nery falou sobre a Tarifa Social, ação desenvolvida na cidade pela Prefeitura e empresas do sistema de transporte coletivo urbano que  prevê o pagamento de apenas uma passagem de ônibus para os passageiros que querem se deslocar de um bairro para o outro. Segundo o edil, a tolerância de 1 hora para esse trajeto é insuficiente para as pessoas que moram em bairros distantes.

“Ouvi nos programas de Dilton Coutinho e Jorge Bianchi pessoas reclamando desse tempo de 1 hora. Segundo elas, quem mora na Pedra Ferrada e outros locais distantes levam até 1 hora para fazer o percurso do local de origem até o Transbordo, então perdem o benefício da Tarifa Social. Gostaríamos de solicitar que a Secretaria e empresas envolvidas nessa ação aumentassem o prazo de percurso de 1 para 2 horas. Isto deve acontecer apenas no percurso de origem para destino e não de ida e volta”, sugeriu Nery.

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