Feira de Santana: “fogo amigo no governo de Ronaldo”; disputa pelo mandato de deputado federal gera tensão entre aliados do prefeito

José Francisco Pinto (Zé Chico), Sérgio Carneiro e Fernando Torres ao lado de lideranças petistas, durante lançamento do escritório político de Sérgio Carneiro, em 2007. Na época, era governador da Bahia, Jaques Wagner. Um ano depois, em 2008, Sérgio Carneiro disputaria a candidatura à prefeito de Feira de Santana pelo PT, com o apoio de Zé Chico.

José Francisco Pinto (Zé Chico), Sérgio Carneiro e Fernando Torres ao lado de lideranças petistas, durante lançamento do escritório político de Sérgio Carneiro, em 2007. Na época, era governador da Bahia, Jaques Wagner. Um ano depois, em 2008, Sérgio Carneiro disputaria a candidatura à prefeito de Feira de Santana pelo PT, com o apoio de Zé Chico.

Embora ainda não tenha assumido o novo mandato de prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho assiste uma crise interna no grupo que lidera. Dois ex-amigos e aliados pretendem disputar o mandato de deputado federal em 2018 e querem o apoio do alcaide. José Francisco (Zé Chico), suplente de deputado federal pelo Democratas e Sérgio Carneiro (PV), secretário municipal de Relações Interinstitucionais travam uma renhida disputa por espaço junto ao governante.

O clima tenso foi acrescido de ásperas declarações de Zé Chico, veiculadas, na noite de domingo (20/11/2016),  através de grupos de jornalistas no WhatsApp. O suplente não poupou o secretário de comentários ácidos. Zé Chico insinuou que Sérgio Carneiro abandonou Feira de Santana e que atualmente trabalha no município, mas tem a vida social na capital. Na sequência, destacou os 13 anos em que Sérgio Carneiro esteve no PT, afirmando que em 2012, a vinda do então senador João Durval Carneiro (PDT), pai do secretário, para o apoio à eleição de Ronaldo, foi decorrente da amizade que mantém com o ex-senador.

Curiosamente, Zé Chico coordenou algumas campanhas em que Sérgio Carneiro foi candidato. Em 2008, na disputa pela prefeitura de Feira de Santana, Zé Chico apoiou a candidatura de Sérgio Carneiro, na época filiado ao PT, contra o candidato de Ronaldo, Tarcízio Pimenta, na época filiado ao Democratas.

Observa-se que os tempos são outros e, embora estejam sob a liderança de Ronaldo, disputam o mesmo projeto de poder. Mas, qual seria esse projeto de poder? Governar Feira de Santana. Em 2018, o resultado da eleição credenciará os vencedores a disputar a indicação e o apoio de José Ronaldo para sucessão municipal em 2020.

Nesse cenário, dois nomes do grupo Ronaldista atuam com desenvoltura e capacidade de aglutinar forças, objetivando a conquista de mandato federal. Os deputados estaduais Carlos Geilson (PSDB) e José de Arimateia (PRB) podem concorrer ao mandato federal, utilizando a base política que desenvolveram sem, necessariamente, depender do apoio incisivo de Ronaldo. Ambos, são aliados do prefeito, apoiaram a reeleição, mas desenvolvem atuações com maior independência em relação ao alcaide.

Acrescenta-se a esse cenário os nomes do deputado estadual Targino Machado (PPS) e do presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Reinaldo Miranda (Ronny, PHS). O desafio de Targino é ampliar a base política em Feira de Santana, quanto a Ronny, precisa ser reeleito presidente do Legislativo Municipal e depois eleger-se deputado, para poder se credenciar como candidato a prefeito de Feira.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.