Ex-presidente Lula infere que crise virou desculpa para desmonte e entrega da indústria naval

O ex-presidente Luis Inacio Lula da Silva participa do ato em efesa a ndustria naval brasileira em frente ao estaleiro BrasFels em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

O ex-presidente Luis Inacio Lula da Silva participa do ato em efesa a ndustria naval brasileira em frente ao estaleiro BrasFels em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

Na manhã de quinta (17/11/2016), o ex-presidente Lula participou de ato em defesa da indústria naval em Angra dos Reis (RJ). Ao lado de trabalhadores e líderes sindicais, Lula alertou para o desmonte promovido no setor e a determinação do governo atual em entregar fatias estratégicas da produção de navios petroleiros e sondas a grupos estrangeiros.

Durante os governos de Lula e Dilma, o número de empregos na indústria naval aumentou 26 vezes: passou de 3 mil, no final do governo neoliberal que precedeu o PT, a 78 mil trabalhadores. “Vim aqui em 2010 e isso aqui estava bombando de trabalhadores; agora parece que estamos no inferno. Precisamos de luta”, disse o ex-presidente. Segundo ele, vivemos “um desmonte da indústria naval brasileira”.

O governo Temer e seus partidos aliados sinalizam, entre outras coisas, com a entrega da produção do Pré-Sal a empresas estrangeiras. Esse movimento pode enfraquecer toda a cadeia produtiva petrolífera ao enviar os lucros e parte importante da produção para fora do país. “Se a direção da Petrobras resolver comprar navios e sondas fora, eles vão engordar os estrangeiros e vocês vão ficar desempregados”, explicou Lula aos trabalhadores.

Usando a economia como desculpa, Temer e setores da elite brasileira promoveram um impeachment ilegítimo, mas não conseguiram entregar o que prometeram. ”Eles tiraram a Dilma num golpe, disseram que o país ia melhorar e faz cinco meses que vocês só ouvem falar em crise”, disse Lula.

É hora de tomar uma atitude, afirmou o ex-presidente: ”Não existe outro remédio: é preciso reagir enquanto é tempo”. “Vocês sabem que este país mudou para melhor e não podemos deixar que retroceda. “Nós provamos que, quando o pobre tem um pouco de dinheiro, a economia cresce. Ele se torna consumidor e tudo melhora nesse país.”

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