“Ex-presidente Lula é inocente, não se considera acima da lei e jamais deixará o país”, diz advogado australiano

Imprensa internacional ouviu defensores do ex-presidente nesta quarta-feira na Suíça; advogados renovaram reclamação nas Nações Unidas contra abusos cometidos por Sérgio Moro.

Imprensa internacional ouviu defensores do ex-presidente nesta quarta-feira na Suíça; advogados renovaram reclamação nas Nações Unidas contra abusos cometidos por Sérgio Moro.

O advogado australiano Geoffrey Robertson: "Nenhum juiz em um país civilizado se comporta como Moro, dessa maneira persecutória".

O advogado australiano Geoffrey Robertson: “Nenhum juiz em um país civilizado se comporta como Moro, dessa maneira persecutória”.

O advogado australiano Geoffrey Robertson, que representa Luiz Inácio Lula da Silva em uma ação nas Nações Unidas contra os arbítrios que o ex-presidente sofre em processos da Operação Lava Jato, atendeu nesta quarta-feira a jornalistas da mídia internacional em Genebra, na Suíça, e deixou claro, mais uma vez: “Lula é inocente, não se considera acima da lei e jamais deixará o país”.

Robertson falou com os jornalistas acompanhado do advogado Cristiano Zanin, que representa Lula na ação que os procuradores do Ministério Público Federal do Paraná mantêm contra o ex-presidente. Eles estão no país europeu para renovar a reclamação que protocolaram em julho deste ano e que já foi aceita pela ONU, apontando os arbítrios que o juiz Sérgio Moro vem cometendo contra o ex-presidente e o Estado de Direito no âmbito do processo que coordena.

“Não há absolutamente nenhuma evidência de que Lula tenha cometido qualquer crime ou tenha recebido qualquer tipo de renumeração ilegal enquanto esteve à frente da Presidência da República. Então, por que está sendo processado? Porque setores da imprensa, da política e da elite brasileira não querem que ele participe do processo eleitoral de 2018”, explicou o advogado australiano.

Já Cristiano Zanin aproveitou para explicar todos os pontos na conduta de Sérgio Moro que levaram a Defesa do ex-presidente a entrar com uma ação na ONU contra as ilegalidades praticadas pelo juiz de primeira instância.

“A postura de Moro contraria o Pacto Internacional de Defesa dos Direitos Humanos do qual o Brasil é signatário. Ele foi detido e tirado de casa às 6h da manhã para depor, sendo que jamais tinha se recusado a atender a qualquer autoridade; ele teve suas conversas telefônicas grampeadas ilegalmente e depois repassadas para a imprensa, incluindo diálogos que manteve com amigos, familiares e até nós, seus advogados; ele teve violado seu direito de construir provas periciais no processo que sofre sob o comando de Sérgio Moro, que só está levando em conta testemunhos obtidos por meio de delação premiada”.

Zanin lembrou ainda que o mesmo Sérgio Moro chegou a devolver os passaportes de suspeitos que tinham tido o documento apreendido, apenas para que estes pudessem ir aos Estados Unidos e depor como testemunha de acusação em ações mantidas na Justiça americana contra a Petrobras. Esses suspeitos foram para lá de posse de documentos fornecidos pelo juízo de Moro. A Petrobras corre o risco de ter prejuízos bilionários por esta atitude”.

Por fim, o próprio ex-presidente participou da coletiva, por meio de uma transmissão de internet, falando de São Paulo. Lula lembrou que foi durante seu governo que os órgãos de fiscalização e controle receberam o maior volume de investimento e autonomia nos últimos anos, para que seu alcance investigativo chegasse aonda quer que fosse necessário: “Ampliamos a inteligência e a autonomia da Polícia Federal. Agora, não se pode fazer um processo em que a manchete do jornal vale mais do que as provas”.

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