‘Bahia: revoluções criativas’ investe na produção cultural do estado

'Bahia: Revoluções Criativas’ objetiva qualificação e a promoção do mercado local de Economia Criativa como fatores de transformação social

‘Bahia: Revoluções Criativas’ objetiva qualificação e a promoção do mercado local de Economia Criativa como fatores de transformação social

A qualificação e a promoção do mercado local de Economia Criativa como fatores de transformação social é o principal objetivo do projeto ‘Bahia: Revoluções Criativas’. Com diversas ações previstas em seu escopo e foco de atuação em todo o estado, o projeto dará início à sua primeira fase no Centro Histórico de Salvador, no próximo dia 08 de novembro e com duração até abril de 2017, incluindo capacitações e uma feira de produtos e serviços.

Inicialmente, o projeto atenderá a cerca de 100 pessoas, divididas em três capacitações que receberam o nome de “Armazéns Criativos” e estão divididas nas áreas de tecelagem, design e capoeira. Os programas incluem formação em gestão do negócio, empreendedorismo, noções de design sustentável e reaproveitamento de resíduos.

“Acreditamos na cultura e na arte como meios de transformação socioeconômica do estado, pois temos uma produção rica e diversa. Por isso, estamos aproveitando todo esse potencial para gerar trabalho e renda através de processos de requalificação e promoção de produtos e serviços que sejam comercialmente viáveis, ambientalmente responsáveis e que enalteçam a nossa identidade. Esse é um compromisso do Instituto ACM”, destaca a superintendente, Claudia Vaz.

O projeto prevê, ainda, realizar mostras e feiras, sob o nome de Coletivo Criativo, cuja primeira edição acontecerá em março, no Centro Histórico, com o objetivo de expor e comercializar os produtos e serviços desenvolvidos nos Armazéns. O evento contará, ainda, com uma programação cultural e atrações artísticas.

Ainda dentro do escopo do projeto, o Circuito Criativo pretende ser um evento anual que irá reunir e conectar empresas, instituições e profissionais atuantes do mercado da Economia Criativa a fim de trocar informações e fomentar uma rede de atuação colaborativa através de formatos diversos, como reuniões, palestras, cases, workshops e rodadas de negócios.

“Este é um projeto colaborativo e abrangente que começa no Centro Histórico, mas pretende replicar esse modelo em outras regiões da cidade e do estado, inclusive abraçando outras ações que caibam dentro dos pilares de capacitação/qualificação e fomento/divulgação da economia criativa”, ressalta Claudia.

Para o presidente da Coelba, José Roberto Bezerra de Medeiros, o apoio a um projeto que incentiva a capacitação dos moradores do Centro Histórico de Salvador, valorizando e aperfeiçoando suas vocações e habilidades pessoais é mais uma oportunidade da Coelba de contribuir com a inclusão social e desenvolvimento do estado.

Armazéns Criativos

Os Armazéns Criativos são programas de capacitação e qualificação com objetivo de gerar trabalho e renda, promovendo transformações de vida de forma autossustentável através de produtos que valorizem a identidade cultural baiana e estejam alinhados com as diretrizes mundiais de sustentabilidade.

Além dos programas de treinamento, os Armazéns também se propõem a ser espaços físicos ou virtuais que sejam referência em seu segmento e funcionem como ambiente colaborativo e misto de ateliê e loja, aberto à interação e visitação do público.

Nesta primeira etapa do Bahia: Revoluções Criativas, estão previstos o Armazém Pelô Design, Armazém do Tear e Armazém da Capoeira, cada um com duração de seis meses, com aulas uma vez por semana, na sede do Instituto ACM, no Pelourinho.

Paralelamente, também será oferecido um curso de inglês através de uma parceria com a Brazil Volunteers. Uma programação cultural com visitas a eventos e espaços culturais e ações de integração com as famílias também estarão disponíveis para os participantes.

O Armazém Pelô Design, coordenado pela designer Luciana Galeão, irá atender artesãos e artistas, visando à criação e à comercialização de produtos que promovam os símbolos da cultura baiana, utilizando criativamente resíduos como matéria-prima. “Nosso maior objetivo é promover encontros colaborativos para que os próprios participantes encontrem um caminho baseado na valorização da identidade local e no uso de materiais reciclados. Queremos que os participantes saiam daqui capacitados e conscientes do seu papel como propagadores da nossa cultura, além de conquistarem autonomia em relação aos seus próprios negócios”, destaca Galeão.

Já o Armazém do Tear é um projeto em parceria com a Coopertêxtil, cooperativa de tecelões que hoje abriga 40 teares localizados em espaço anexo à Igreja do São Francisco, no Centro Histórico. A iniciativa irá transformar os ambientes dos teares em espaços interativos e inovadores para visitações de baianos e turistas, gerando trabalho e renda aos participantes.

Por fim, o Armazém da Capoeira se propõe a requalificar os capoeiristas atuantes no Centro Histórico, com o objetivo de transformar a sua arte em novas possibilidades de negócios e geração de renda. Os capoeiristas participarão de um programa de capacitação que contempla formas de relacionamento com o mercado, maior profissionalização das apresentações, além da produção de novas apresentações para espaços públicos ou eventos corporativos. A capacitação será feita em parceria com a SER Negocio Socioambiental e Vavá Botelho, diretor artístico do Balé Folclórico da Bahia.

A iniciativa do Instituto ACM de Ação, Cidadania e Memória que conta com o patrocínio da Coelba, empresa do Grupo Neoenergia Além disso, o Bahia: Revoluções Criativas conta, ainda, com o apoio da Rede Bahia, do Brazil Volunteers, da Bocazul Produtos Têxteis, da Bahia Comunicação e da LX Topografia.  Todas as etapas e realizações do projeto podem ser acompanhadas pelo www.bahiarevolucoescriativas.com.br, Facebook.com/bahiarevolucoescriativas e @bahiarevolucoescriativas (Instagram).

Sobre a Coelba

Presente em 415 dos 417 municípios baianos, a Coelba, empresa do Grupo Neoenergia, distribui energia para mais de 15 milhões de habitantes. Consciente de que seu crescimento está atrelado ao desenvolvimento de toda a sociedade, a empresa adota o modelo de gestão socialmente responsável em todas as suas atividades, visando à criação de valor ao negócio e a contribuição para uma sociedade sustentável.

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