Aos gritos de Sérgio Moro e apoio a ditadura militar, reacionários deixam Câmara Federal e sessão é retomada

Manifestantes invadem o plenário da Câmara dos Deputados.

Manifestantes invadem o plenário da Câmara dos Deputados.

Os manifestantes reacionários que invadiram na tarde de hoje (16/11/2016) o Plenário da Câmara dos Deputados já deixaram o local. Com isso, a sessão foi retomada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Antes, Maia determinou ao Departamento de Polícia Legislativa que prendesse todos os manifestantes que invadiram o plenário da Câmara. Eles foram levados pelas polícias Federal e Legislativa.

“Eles entraram no plenário, depredaram e a ordem que dei ao diretor do Depol é que todos saiam daqui presos e sejam levados com o apoio da Polícia Federal, porque nós não vamos aceitar esse tipo de abuso e de agressão ao Parlamento”, disse Maia.

No meio da tarde, manifestantes invadiram o plenário da Câmara dos Deputados. Houve tumulto, a sessão foi suspensa e o local fechado. O grupo, formado por cerca de 50 pessoas de dez estados do país, defendia fim da corrupção, dos supersalários e intervenção militar no país. A porta de vidro que dá acesso ao plenário foi quebrada.

Os reacionários gritavam palavras de ordem em apoio ao juiz federal Sérgio Moro, defendendo a volta da ditadura militar, e proclamando que a bandeira nunca será vermelha.

Reação

O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) se insurgiu contra “interferências externas” nas discussões da Casa e defendeu que os parlamentares precisam se afirmar, uma vez que foram eleitos para legislar. “Estamos vendo nos últimos momentos agora todo mundo dando conselho aos parlamentares de quando é o momento para que ele (deputado) possa discutir, votar, qual o tema deve ser abordado. Nós temos legitimidade para tal”, declarou.

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