Startups avançam na Bahia com soluções criativas e apoio do Governo

Startups avançam na Bahia. O conceito de uma startup (uma empresa nova, até mesmo embrionária ou ainda em fase de constituição, que conta com projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras) é explorado nesse pequeno texto.

Startups avançam na Bahia. O conceito de uma startup (uma empresa nova, até mesmo embrionária ou ainda em fase de constituição, que conta com projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras) é explorado nesse pequeno texto.

Em franca expansão no Brasil, boa parte das startups quando recebem incentivo dá certo, se torna lucrativa e contribui com soluções criativas que melhoram a rotina das pessoas. Empresas em fase inicial, quase um embrião, as startups são negócios iniciados com baixo custo num cenário de incertezas.

Durante quase três anos, a fábrica de softwares TW2 Sistemas esteve entre as empresas incubadas no Tecnocentro, localizado no Parque Tecnológico da Bahia, na avenida Paralela, em Salvador. O negócio deu tão certo que a empresa acaba de se instalar no coração empresarial da cidade, a Avenida Tancredo Neves. Utilizado nas Olimpíadas e Paralimpíadas, o sistema de automação de vendas na máquina de cartão criado pela TW2 permite o monitoramento online das transações com custo baixo e 100% de mobilidade.

Conforme o sócio da TW2, André Chagas, o sistema desenvolvido na Bahia está em fase de implantação nas arenas Maracanã (RJ) e Grêmio (RS) e em grandes casas de shows da região sul do país. “Para fazer uma compra de cachorro-quente no Maracanã levava dez minutos. Agora, com a utilização do nosso sistema, gasta-se três minutos”, explica.

Chagas afirma ainda que o período no Tecnocentro foi fundamental para o amadurecimento da empresa e o desenvolvimento do sistema. “O Parque Tecnológico abriu as portas. Através dele, conseguimos contato com investidores e parceiros. Nossos funcionários receberam cursos e palestras. Tivemos reuniões com empresários de outros estados e países. Foi muito gratificante”.

Nos próximos dois meses, mais cinco startups estarão no rol de empresas apoiadas pela Áity, incubadora do Parque Tecnológico da Bahia, coordenado pela Secretaria de Estado, Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). A seleção foi por meio de Chamada Pública divulgada na última quarta-feira (05/10/2016). O coordenador da Áity, Antônio Rocha, informou que há um empenho do Governo do Estado em alavancar o empreendedorismo de base inovadora. “São projetos que trabalham com inovação no seu cerne e que tendem a apresentar alta escalabilidade. Ou seja, de muita venda ou retorno financeiro. Isso pode dinamizar a economia baiana”.

Por meio de parceria da Secti com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), é oferecido um conjunto de serviços às startups, como planejamento de negócios, marketing, assessoria de imprensa e de mentoria, que é essencial para empresas nascentes de base tecnológica. “Mentoria é o suporte de alguém que tenha experiência prática no mercado, que já fez este caminho, já teve uma pequena empresa, cresceu, conseguiu ser investida, vendeu. Então, tem todo o know how do trânsito [trâmite] para poder chegar ao sucesso”.

Suporte

Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABS), até o final de 2015, o número de empresas em desenvolvimento chagava a 4,1 mil. Ao todo, 21 empresas receberão simultaneamente o suporte oferecido pelo Governo do Estado, por meio da incubadora Áity, em Salvador. O gerente da unidade de crédito e serviços financeiros do Sebrae-BA e economista, Vítor Lopes, observou que as startups têm se apresentado com elevada capacidade inovativa em diversas áreas. “As startups estão ganhando espaços, criando soluções interessantes, do ponto de vista de soluções financeiras, inclusive. É um segmento que tem avançado e na economia moderna tem se destacado pela capacidade de inovar, criar valor. É um movimento que veio para ficar”.

Lopes disse ainda que o Sebrae Bahia dispõe de um setor voltado à capacitação de startups, além de uma área de inovação, que também atende estas empresas. “Também temos um projeto chamado Capital Empreendedor (de acesso ao crédito), que é um projeto de capitalização de pequenos negócios inovadores e as startups estão dentro deste projeto. Que é exatamente dar subsídio, capacitação para que estas empresas pequenas, startups, inclusive, possam ter a capacitação para serem investidas por Investidores Anjos”. Investidor anjo é a denominação dada ao investidor que atua na fase inicial do empreendimento, nas chamadas startups ou empresas nascentes.

Desde 2012, aproximadamente 40 empresas passaram pelo Parque Tecnológico, em Salvador, ou ainda estão instaladas na condição de startups, a exemplo da MovPak, que há quase três anos está incubada no local e, neste período, desenvolveu um skate elétrico, integrado a uma mochila e movido à bateria. De acordo com o coordenador do Parque Tecnológico, Péricles Magalhães, o apoio às startups reforça o papel do parque, que é o de incentivar o desenvolvimento de tecnologias no estado. “O Parque Tecnológico é uma iniciativa que já tem quatro anos, completados em setembro. A ideia é montar num mesmo ambiente um ecossistema de ciência, tecnologia e inovação. Com instituições de ensino, grupos de pesquisa, empresas e startups. Quando se monta tudo isso e coloca junto gestores públicos, cria-se um ambiente favorável ao surgimento da inovação”.

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