SSP Bahia promove encontro da Rede de Laboratório de Lavagem de Dinheiro

Gestores da Rede de Laboratório de Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab) se reuniram em Salvador.

Gestores da Rede de Laboratório de Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab) se reuniram em Salvador.

Os gestores da Rede de Laboratório de Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab) se reuniram, nesta quinta-feira (29/09/2016), no auditório do Centro de Operações e Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP), para fazer um balanço das atividades realizadas durante o ano e planejar as ações para 2017 de combate a lavagem de dinheiro.

Promovido conjuntamente pelo Ministério da Justiça e SSP, este décimo encontro do grupo, que será encerrado na sexta-feira (30), conta com a presença de representantes de diversas instituições estaduais e federais.

Analisar dados financeiros para identificar dinheiro de origem ilícita, impedindo o crescimento e a retroalimentação de organizações criminosas, é o objetivo do Rede-Lab. Criada em 2014, a partir da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla), a cadeia de laboratórios tem atualmente 56 unidades.

“A Bahia foi um dos primeiros estados a receber a Rede-Lab”, lembrou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, observando que hoje o estado dispõe de um espaço de integração para todas as forças de segurança. “Temos orgulho de receber integrantes de diferentes instituições em nossa nova casa”, ressaltou.

O papel do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional no Combate à Corrupção, Lavagem de Dinheiro e Crimes Conexos foi detalhado pelo diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica da Rede-Lab, Ricardo Andrade Saad. Ele explicou que a tecnologia utilizada nos laboratórios espalhados pelo país é similar, “com o objetivo de permitir o combate das atividades criminosas de forma integrada”.

Para o coordenador do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro, delegado da polícia civil Oscar Vieira, a Lei 12.683 de 2012, que dispõe sobre este tipo de crime, é inovadora. “Percebeu-se que não bastavam desarticular organizações criminosas, apreender drogas ou prender líderes, também era preciso se preocupar com o dinheiro, produto destes delitos”, declarou, ao enfatizar que “o lucro é que estimula a prática delituosa”. Casos conhecidos pela mídia de lavagem de dinheiro serão discutidos no segundo dia de evento.

Dentre outras autoridades, estiveram presentes neste primeiro dia do encontro: o subsecretário da Segurança Pública, Ary Pereira de Oliveira, a procuradora da República, Mirela Carvalho Aguiar, o coordenador do Comitê Gestor de Segurança do Ministério Público, Antônio Villas-Boas Neto, e o superintendente da Polícia Federal, delegado Daniel Madruga.

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