Governo da Bahia e laboratório coreano discutem ampliação da parceria com testes rápidos

Governador Rui Costa participa de reunião com representantes da Coreia.

Governador Rui Costa participa de reunião com representantes da Coreia.

Com a negociação entre a Bahiafarma e o Ministério da Saúde em fase final para a aquisição dos testes rápidos de detecção do Zika Vírus, o diretor do laboratório coreano Genbody INC, parceiro da Bahiafarma na produção dos dispositivos, Chom Kyu Chong, foi recebido pelo governador Rui Costa, na manhã desta quinta-feira (06/10/2016), para tratar do alinhamento da produção, das novas etapas de transferência de tecnologia e da ampliação da parceria, com novos projetos que atendam a demandas do Sistema Único de Saúde (SUS). A empresa estrangeira, referência mundial para testes de diagnóstico, estuda o desenvolvimento, em conjunto com o laboratório público baiano, de novos testes para doenças que tendem a ser epidemias em um futuro próximo – a exemplo da Febre de Mayaro, arbovirose que já registra casos suspeitos no Brasil, especialmente no Centro-Oeste do País.

De acordo com Chong, a parceria firmada com o Governo da Bahia no ano passado tem potencial para ser ampliada e atender cada vez mais pessoas. “A cooperação entre a Bahiafarma e a Genbody INC é maravilhosa. Acho que, no futuro, o mercado para testes rápidos será ainda maior, porque as pessoas estão buscando saber que tipo de doença elas têm, e isso tem impacto muito relevante nos tratamentos que devem seguir e, por consequência, para a qualidade de vida delas”, afirma o gestor coreano.

A parceria do Governo do Estado, por intermédio da Bahiafarma, com a Genbody existe desde julho de 2015 e já obteve resultados de grande repercussão nacional. A cooperação permitiu à Bahiafarma ter o pioneirismo na criação de um teste sorológico rápido nacional de identificação do Zika Vírus, chancelado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O teste foi recentemente submetido a avaliação no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e obteve resultados ainda melhores que os esperados, com sensibilidade e especificidade superiores a 96% em todos os cenários.

O teste rápido confirma a infecção por Zika Vírus em até 20 minutos, por meio da identificação dos anticorpos IgM e IgG no paciente, e é capaz de detectar tanto infecções recentes, ainda durante a fase aguda dos sintomas, quanto mais antigas, mesmo após o vírus ter sido eliminado do organismo. Além disso, o dispositivo chega a custar 80% a menos do que os métodos de diagnóstico disponíveis anteriormente.

A produção de testes rápidos deve contemplar a estratégia do Governo da Bahia de fazer da indústria farmacêutica e biotecnológica um dos eixos de desenvolvimento produtivo do Estado. “A gente tem um produto com qualidade, preço e capacidade para exportar e distribuir no mundo todo. Isso representa um vetor de crescimento para o Estado”, destaca o governador Rui Costa. “Além de solucionar um problema de saúde, essa parceria resulta em benefícios para a economia no Estado e em agregação de tecnologia, o que contribui para ampliar o conhecimento nas universidades, por exemplo” , acrescentou.

Suspeitas

De janeiro a setembro deste ano foram notificados 55.128 casos suspeitos de Zika, 47.895 casos suspeitos de Chikungunya e 62.892 casos de Dengue no estado da Bahia.

Há pouco mais de um ano, o Brasil passou a conviver com o Zika Vírus, doença provocada pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor de transmissão da dengue e da febre Chikungunya, doenças que fizeram muitas vítimas, afetando a saúde da população e deixando o poder público em estado de alerta. Com o desenvolvimento dos testes rápidos e o possível abastecimento da rede pública de saúde, a dúvida deve dar lugar à certeza, o que contribuirá para uma atuação mais assertiva das instituições médicas.

“A tendência é que as pessoas eliminem a dúvida”, avalia o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias. “Por exemplo, toda a mulher que deseja engravidar vai poder realizar um teste para saber, em poucos minutos, se teve o Zika Vírus ou se está com ele e, a partir disso, tomar os procedimentos adequados. Prover o acesso a esse tipo de informação é fundamental para garantir o bom funcionamento da saúde pública e a tranquilidade e a qualidade de vida da população.”

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