Aumenta número de solteiros interessados em adotar uma criança; saiba como proceder

Tribunal de Justiça da Bahia registra um aumento no número de pessoas solteiras interessadas em adotar uma criança no estado.

Tribunal de Justiça da Bahia registra um aumento no número de pessoas solteiras interessadas em adotar uma criança no estado.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) registra um aumento no número de pessoas solteiras interessadas em adotar uma criança no estado. Os solteiros, tanto homens quanto mulheres, que deram entrada no processo de habilitação para adoção no primeiro semestre deste ano, já alcançam a mesma quantidade do total que deram entrada durante todo o ano de 2015 (16 candidatos).

De acordo com informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualmente, dos mais de 37 mil pretendentes inscritos no Cadastro Nacional de Adoção, dirigido pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do CNJ, 5.019 são pessoas solteiras.

A inscrição na lista para adotar e oferecer um lar para uma criança é simples. Os interessados que moram Salvador (vale ressaltar que aqui é tanto para casais quanto homens/mulheres solteiros (as) devem se dirigir à 1ª Vara da Infância e Juventude, localizada na rua Agnelo de Brito, nº 72, no bairro da Federação, Salvador, uma transversal da Avenida Garibaldi.

O candidato deve ser maior de 18 anos e comprovar moradia em Salvador. Quem mora no interior e deseja se inscrever para o processo de adoção deve procurar uma unidade da sua comarca para saber os procedimentos necessários.

De acordo com informações da servidora do setor de adoção da 1ª vara, Sílvia Brandão, após o comparecimento à unidade, o requerente receberá uma relação de documentos necessários para entrar na fila de espera por uma criança, além de preencher um formulário.

Após esses passos inciais, acontece um curso preparatório para adoção. Todos que desejam levar uma criança ou adolescente para casa, precisa obrigatoriamente passar por essas aulas. Quanto ao tempo de espera na fila de adoção, a servidora garantiu ser relativo, “não há um tempo específico”.

A conquista – O empresário Moyses Adriano da Silva, 43 anos, optou por fugir do convencional, e decidiu que sua família seria composta por ele e mais duas crianças adotadas.

A primeira adoção aconteceu quando Moyses se tornou sócio da Organização de Auxilio Fraterno (OAF) e conheceu Paulo, uma criança de 6 anos de idade. “Paulo era muito fechado com as outras pessoas, mas comigo sempre foi receptivo, por isso digo que foi ele quem me escolheu como pai”, conta.

O desejo de adotar não se limitou a uma criança, pois dois anos depois, o empresário conheceu Lucas, de 1 ano e 6 meses. “Quando levei Lucas pra casa ele não andava nem falava, mas após três meses já faz tudo isso”, disse.

Preparação – O curso preparatório que os candidatos, obrigatoriamente, precisam participar, acontece de forma descontraída e dinâmica. “O objetivo dessa aula é esclarecer a parte emocional, o real perfil das crianças que estão para serem adotadas e a responsabilidade desse ato”, explicou a psicóloga da 1º Vara da Infância e Juventude, Maria Alice Soares.

Uma das atividades que os futuros pais fazem é desenhar como eles imaginam a criança, além de contarem experiências e o motivo de terem optado pela adoção.

“Quando minha filha perguntou porquê ela não nasceu da minha barriga, como seus irmãos, expliquei que ela nasceu do coração”, afirmou, emocionada, Adriana Siqueira, sobre sua primeira experiência com uma filha adotada.

Segundo a psicóloga Maria Alice, umas das dúvidas mais frequentes que os candidatos têm é sobre contar ou não ao filho sobre a adoção. “A criança tem que saber pelos pais, pela família, para criar um elo de confiança”, ressaltou.

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