Vereador Edvaldo Lima diz que agora entende a razão pela qual Dilma Rousseff não permaneceu no poder

Edvaldo Lima dos Santos.

Edvaldo Lima dos Santos.

O vereador Edvaldo Lima (PP) ocupou a tribuna da Casa da Cidadania, na manhã desta quarta-feira (21/09/2016), para criticar a direção do Colégio Pedro II, do município do Rio de Janeiro, por ter extinguido a distinção de uniforme escolar por gênero, atendendo portaria nº 2.449/2016, que trata das Normas e Procedimentos Discentes, e atende aos parâmetros da Resolução nº 12 do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT).

De acordo com a norma, não há mais a especificação sobre o que é uniforme feminino e masculino. “No Rio de Janeiro, um colégio de nome daquela capital, abriu o leque cumprindo um decreto da ex-presidente da República, Dilma Rousseff, quando decretou que nas escolas deste país os homens podem utilizar saias para irem ao colégio”, reclamou o edil, temendo que essa determinação seja cumprida nas demais escolas do Brasil.

Para Edvaldo, que é pastor evangélico, a medida é diabólica, atinge a moral da nação brasileira e “passa por cima” do Congresso Nacional e de outras Casas Legislativas. “Agora entendo porque ela [Dilma Rousseff] não conseguiu continuar na presidência da República, porque afrontou o Deus dos céus”, afirmou o pepista, salientando que todos os reis que afrontaram Deus tiveram problemas e perderam o poder.

Ele disse que os Governos precisam cuidar da educação, segurança pública e saúde, e não fazer leis para abolir a distinção do uniforme escolar por gênero. “Isso é uma aberração!”, avalia o vereador.

Indignado, Edvaldo também criticou o argumento do reitor do Colégio Pedro II, Oscar Halac, que, em nota, afirmou que “a escola não deve estar desvinculada de seu tempo e momento histórico”.

O edil  lembrou que as igrejas cristãs foram atingidas na Parada Gay de São Paulo, em 2015, que foi marcada por agressões a símbolos do cristianismo.  No entanto, segundo ele, só costumar aparecer como vítimas de discriminação os homossexuais. “Andam dizendo que nós transmitimos raiva, ira, porém eles é que nos trazem angústia, mas vamos continuar orando por essas pessoas que se esqueceram de Deus”, disse o vereador, acrescentando que não vai colocar sua digital para fazer cartilha gay,  kit gay e outros correlatos neste município.

O vereador concluiu o pronunciamento fazendo uma indagação: “eu quero saber quem nasceu de dois homens? Eu desafio quem nasceu de dois homens neste universo?”.

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