Terrorismo: Polícia investiga se há conexões entre três atentados ocorridos nos EUA

Prefeito Bill de Blasio e Comissário de polícia James O'Neill no local da explosão, na rua 23, em Manhattan, no sábado, 17 de setembro de 2016.

Prefeito Bill de Blasio e Comissário de polícia James O’Neill no local da explosão, na rua 23, em Manhattan, no sábado, 17 de setembro de 2016.

Autoridades policiais dos Estados Unidos investigam se há conexão entre três atentados ocorridos nesse sábado (17/09/2016) em apenas 12 horas e em diferentes cidades norte-americanas. Até o momento, as investigações mostram que os três atentados foram “atos deliberados e criminosos”. Segundo a polícia, a hipótese de que os atentados sejam ou não “atos terroristas” depende da continuidade das investigações.

Um dos atentados ocorridos no sábado à noite foi provocado por uma bomba em uma área comercial do bairro Chelsea, de Nova York, ferindo  29 pessoas. A quatro quarteirões de distância desse local, uma outra bomba – que não explodiu – foi localizada pela polícia.

Este artefato foi montado em uma panela de pressão, ligado a um telefone celular, o que está levando as autoridades policiais a investigar se esse atentado também tem conexões com um plano terrorista executado durante a Maratona de Boston, em 2013, em que extremistas explodiram artefatos com dispositivos semelhantes.

Essa segunda bomba foi removida do local pela polícia neste domingo (18), com a ajuda de um robô, e está sendo examinada por técnicos forenses da polícia.

No mesmo sábado, também à noite,  nove pessoas foram esfaqueadas em um shopping centerem St Cloud, uma cidade do estado de Minnesota, localizada a 1,2 mil quilômetros de Nova York. Um homem com uniforme de segurança privada, antes de esfaquear as pessoas, perguntava às vítimas se eram muçulmanos. O homem que desferiu os ataques foi morto por policiais. O Estado Islâmico divulgou um comunicado reivindicando responsabilidade pelo ataque de St Cloud.

Em Seaside Park, uma pequena localidade do estado de Nova Jersey,  próxima a Nova York, houve a explosão de um artefato explosivo pouco antes de uma maratona esportiva, em evento de caridade envolvendo milhares de corredores em benefício das famílias de  fuzileiros navais e marinheiros. A corrida foi cancelada e não houve feridos no atentado de Seaside Park.

Embora a polícia ainda não declare o atentado do bairro Chelsea como ato terrorista, o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, disse que explodir uma bomba em uma área movimentada de Manhattan (área central de Nova York)  “é, obviamente, um ato de terrorismo.”

Bomba explode em Nova York e deixa 29 feridos; prefeito descarta terrorismo

Uma bomba de fabricação caseira explodiu na noite deste sábado (17/09/2016) à noite, no bairro Chelsea, em Nova York  deixando pelo menos 29 pessoas feridas.  A explosão ocorreu às 20h30, na Rua 23, entre a Avenida das Américas e a Sétima Avenida. Mais tarde, a polícia descobriu que havia outra bomba, na Rua 27, em área próxima. A segunda bomba não explodiu.

A polícia bloqueou a passagem de pedestres e de veículos no local. Uma parte do serviço de metrô foi interrompida. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que a explosão foi “um ato intencional”, mas descartou a possibilidade de terrorismo.  A explosão quebrou janelas de um edifício próximo, de cinco andares, provocando o lançamento de estilhaços na rua, e danificou carros. Para reforçar a segurança, integrantes da polícia e do Corpo de Bombeiro vasculharam latas de lixo situadas na área, para checar se havia outras bombas.

Mesmo descartando a possibilidade de ato terrorista, Bill de Blasio observou que as investigações estão apenas começando. “Seja qual for a causa, os nova-iorquinos não vão ser intimidados”, disse o prefeito. Ele informou que os feridos tiveram “lesões significativas”, mas ressaltou que nenhum corre risco de morte. De acordo com Bill de Blasio, muitas pessoas se feridas ao ser atingidas pelos estilhaços não só da bomba, mas também dos vidros de prédios quebrados por causa da explosão.

Em Washington, a Casa Branca emitiu um breve comunicado sobre o assunto. Segundo o comunicado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi informado sobre a situação em Nova York, cuja cuja causa permanecia sob investigação. “O presidente está sendo atualizado à medida que surjam novas informações”, diz o comunicado.

O candidato Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump,  também foi informado sobre a explosão quando fazia campanha em Colorado Springs, no Colorado. A candidata democrata, Hillary Clinton, ficou sabendo do episódio após ter feito um discurso no jantar de premiação anual da Fundação Congressional Black Caucus, em Washington.

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