Contra o Golpe: povo vai às ruas em diferentes cidades do país e pede fim do “governo golpista de Michel Temer” e “eleições diretas já”

Manifestantes realizam ato contra o governo Temer em São Paulo. Na foto, manifestantes sobem a avenida Brigadeiro Luis Antonio.

Manifestantes realizam ato contra o governo Temer em São Paulo. Na foto, manifestantes sobem a avenida Brigadeiro Luis Antonio.

Grito dos Excluídos faz manifestação contra o governo do presidente Michel Temer, na Esplanada dos Ministérios.

Grito dos Excluídos faz manifestação contra o governo do presidente Michel Temer, na Esplanada dos Ministérios.

Cidadão protesta contra participação da Rede Globo no Golpe Parlamentar de 2016.

Cidadão protesta contra participação da Rede Globo no Golpe Parlamentar de 2016.

São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porta Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Recife, entre outras cidades do país reuniram milhares de cidadãos em protesto contra a assunção de Michel Temer (PMDB) à presidência República. Os cidadãos e cidadãs, a maioria pertencente a classe trabalhadora, repetiam de diferentes formas que se trata de governo golpista, pedem a saída de Michel Temer e eleições diretas para presidente da República.

Os manifestantes repudiaram o impeachment de Dilma Rousseff e a tomada de poder pelos conservadores liderados por Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Cartazes, Faixas, pinturas corporais e objetos foram usados com a finalidade de transmitir repúdio ao golpe.

Além da troika conservadora, os manifestantes associam a usurpação do poder a uma postura editorial da Rede Globo de Televisão. Em todas as manifestações a logomarca da Rede Globo era associada ao “Golpe Parlamentar de 2016”. Invariavelmente, a marca da rede de TV, era mostrada pintada com cores negras, em referência ao luto que a democracia brasileira atravessa.

Os protestos em diferentes cidades

Rio de Janeiro — Manifestantes levaram bandeiras e cartazes com frases como “Fora, Temer! e “Não ao Golpe”. Grupos pediam novas eleições, algumas eleições gerais, outros a revolução e o voto nulo. O professor de geografia Thiago Roniere, integrante da Federação Anarquista do Rio de Janeiro, defendeu que o Congresso e o processo eleitoral atuais perpetuam desigualdades.

“Estamos aqui não apenas para reivindicar a derrubada do Temer, como também propor uma organização social que não espere repostas pelo canal eleitoral. Os movimentos de base, comunitários, a juventude e os trabalhadores, que estão sofrendo, precisam se organizar para além do processo político e do calendário eleitoral e tomar consciência que são precarizados há muito tempo”, disse. “Antes deste golpe parlamentar, o próprio PT foi responsável pelo avanço do neoliberalismo e sacrificaram direitos civis consagrados dos trabalhadores. A revolução não se dá pelas urnas”.

Recife — “Nós consideramos que não há impeachment, há golpe. E vamos combatê-lo nas ruas. É um governo que só espera um momento para acabar com a classe trabalhadora.  Não vemos perspectiva de melhora com o governo Temer. Ao contrário, vamos perder direitos sociais”, argumenta Sandra.

Os cartazes dos manifestantes traziam mensagens sobre políticas públicas e criticavam projetos de lei considerados prejudiciais aos cidadãos. Os pedidos iam desde “fim do massacre de povos indígenas”, “fim das privatizações” e “contra o machismo e o racismo” até mensagens propositivas, como “auditoria da dívida pública” e “taxação de grandes fortunas”.

Salvador — “A gente tem que lutar pelos mais pobres e se, neste momento, os pobres ficam cada vez mais excluídos, a Igreja tem que estar do lado deles, e apoiando. É por isso que hoje, no Grito dos Excluídos, a gente diz também “Fora, Temer”, afirmou o líder religioso.

Abrangência

Foram contabilizados protestos em oito estados e no Distrito Federal.

*Com informações da Agência Brasil.

Confira imagens dos protestos

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.