O eleitor e a urna

Artigo aborda processo eleitoral e escolha política.

Artigo aborda processo eleitoral e escolha política.

Segundo definição encontrada nos diversos sites, a urna eletrônica brasileira é um computador responsável pelo armazenamento de votos durante as eleições. Este dispositivo começou a ser implementado em 1996. E só isso.

Como vai se sentir o eleitor brasileiro no próximo domingo, dia 2 de outubro de 2016 diante das urnas, onde ele exercerá o sagrado direito democrático de votar (obrigado) e escolher os gestores do seu município, sabendo ele que o que for decidido nas urnas, poderá não ser respeitado?

Na ultima eleição para presidente da República, a presidente Dilma Rousseff foi reeleita por mais de 54 milhões de eleitores, mas os resultados das urnas não foram respeitados. Quem nos garante que outro golpista – ou o mesmo – usurpador, cara de pau e, com os artifícios que são peculiares a estes elementos, não vão praticar as mesmas canalhices? Como disse o senador Roberto Requião, são todos canalhas!

Segundo o Hino Nacional do Brasil, o brasileiro vive “deitado eternamente em berço esplêndido”! Talvez por isso não reaja a estes desmandos, a estas bandalheiras. Os golpistas, por sua vez, teimam em dizer que a Constituição brasileira prevê o impeachment. Claro que sim. A nossa lei maior (?) prevê o impeachment, mas se houver crime, o que não ocorreu com a presidente Dilma Rousseff. A prova disso, de que não houve crime, é que seus direitos políticos não foram cassados.

Também, segundo o nosso Hino, o brasileiro é “gigante pela própria natureza”. Só que este gigante está deitado em berço esplêndido e, com certeza, dormindo. Quem sabe bebendo uma água de coco, comendo um acarajé ou quem sabe tomando um chimarrão ou um tacacá.

Este gigante precisa acordar e fazer valer os resultados das urnas ou passará a ser “um palhaço gigante pela própria natureza da sua falta de atitudes”; pela omissão e inércia; pela falta também de autoestima, amor próprio e de consciência política. Na grande maioria, analfabetos políticos. Analfabetos funcionais. Políticos de barzinhos em final de semana.

É fundamental que este gigante pela própria natureza levante do seu berço esplêndido e faça com que o grito das ruas, ecoe por todo Brasil. Caso contrário, o título de eleitor não terá utilidade nenhuma, só servirá para fazer origami.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br