Núcleo de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas na Bahia atendeu mais de 20 vítimas

Ação do Governo do Estado marca o Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças.

Ação do Governo do Estado marca o Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças.

De julho até o momento, mais de 20 pessoas foram atendidas pelo Núcleo de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas na Bahia (Netp), vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). A unidade funciona na Rua Frei Vicente, no Pelourinho, em Salvador, das 8h às 18h.

A Bahia hoje é o quinto estado em número de ocorrências registradas de tráfico de pessoas, segundo dados do Ministério da Justiça. Em uma das denúncias atendidas pelo Netp, em agosto, 15 homens foram libertados do trabalho análogo ao escravo em uma obra no Pelourinho, onde recebiam R$ 50 por semana de trabalho e apenas o café da manhã.

As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 (para casos de violações dos direitos humanos), pelo Disque 180 (para violência contra as mulheres) ou diretamente na sede do núcleo. Nesta sexta-feira (23/09/2016), Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças, a coordenadora do Nept, Isaura Genoveva de Oliveira, lembra que o núcleo tem uma função de articulação. “Junto com o núcleo, temos um comitê. A denúncia é encaminhada ao órgão competente para que seja feita a análise de cada caso”.

A rede articulada é composta pela Polícia Federal, ministérios públicos Federal e Estadual e Tribunal de Justiça. “A rede constatou que o aliciamento para o tráfico de pessoas se dá geralmente em bairros periféricos. A maior parte das vítimas são mulheres de baixas renda e escolaridade, que são cooptadas com propostas de trabalho, para serem modelos, com a oferta de roupas, sapatos e dinheiro. Elas recebem a proposta de sair de suas comunidades para algo muito melhor, o que na realidade não acontece”, afirma Isaura.

Tipos de exploração

De acordo com a coordenadora, o tráfico de pessoas se desmembra para a exploração sexual e prostituição, para trabalho análogo escravo e para transplante de órgãos, além das mulheres que são levadas para fora do país com o objetivo de gerarem bebês que serão vendidos. “Eles [os aliciadores] abordam principalmente meninas de 15 a 19 anos, levam para fora do país e a primeira coisa que fazem é tomar o passaporte. É um tipo de atuação difícil de se desarticular, mas deve-se desconfiar de qualquer tipo de proposta de trabalho muito fácil”.

Isaura explica que as pessoas devem “buscar informações sobre o que está sendo oferecido e verificar se a empresa existe, porque a proposta surge do nada de pessoas muito carismáticas. Os aliciadores dizem inclusive para as jovens não brigarem com família, parecendo ainda mais parceiros”.

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