Monumento à primeira foto na América do Sul é inaugurado no Rio de Janeiro

Monumento à primeira fotografia feita na América do Sul é inaugurado na Praça XV, Rio de Janeiro.

Monumento à primeira fotografia feita na América do Sul é inaugurado na Praça XV, Rio de Janeiro.

Os vice-prefeitos do Rio de Janeiro, Adilson Pires, e de Paris, Jean-François Martins, inauguraram na sexta-feira (09/09/2016), na Praça XV, centro da cidade, o monumento à primeira fotografia feita na América do Sul, que retrata o Paço Imperial. A foto foi tirada no dia 17 de janeiro de 1840, por Louis Comte, capelão do navio-escola francês L’Oriental, que aportou no Rio de Janeiro, utilizando a primeira técnica fotográfica da daguerreotipia, cujo nome deriva de Louis Daguerre, inventor desse processo fotográfico, revelado ao mundo meses antes

O monumento foi oferecido ao governo carioca pela prefeitura de Paris, dentro das comemorações dos 200 anos da vinda da Missão Artística Francesa ao Brasil. A notícia da primeira foto foi publicada três dias depois na edição vespertina do Jornal do Commercio, que era à época o principal diário carioca. O invento foi adquirido pelo Imperador do Brasil, Dom Pedro II, que se tornou o primeiro fotógrafo do país, dono de uma das maiores coleções fotográficas do século 19, hoje no acervo da Biblioteca Nacional.

No palácio do Paço Imperial, o príncipe regente de Portugal, Dom João VI, foi coroado rei, em 1808, e recebeu depois, em 1816, os artistas da Missão Francesa. No mesmo local, seu neto, Dom  Pedro II, foi coroado Imperador do Brasil, em 1841, e sua bisneta, a Princesa Isabel, anunciou a abolição da escravidão no país ao assinar a Lei Áurea, em 1888.

Além da fachada do Paço Imperial, Louis Comte registrou também o Chafariz do Mestre Valentim e o Mercado da Candelária, na mesma praça. “Essas são consideradas as três primeiras fotografias feitas na América do Sul”, disse o curador do monumento, Milton Guran. Segundo ele, a inauguração do monumento foi possível graças ao empenho do adido cultural francês no Rio de Janeiro, Guillaume Pierre, e pode ser considerado um legado para a cidade da Olimpíada, “que criou as condições para sua realização”.

O vice-prefeito do Rio, Adilson Pires, destacou que a França é um país que inspira os brasileiros por ideais como liberdade, igualdade e fraternidade: “Eu diria que são valores que não têm natureza ideológica, mas são próprios do ser humano. E a França é o país que inspira a humanidade com esses valores tão importantes”. Por isso, completou, receber esse presente da França é muito importante, pois Paris e Rio de Janeiro são cidades que utilizam muito bem a arte, que é um instrumento de construção de identidade cultural e histórica”.

Para o vice-prefeito de Paris, Jean-François Martins, o monumento celebra, a partir da fotografia, a amizade que une as duas cidades “mais bonitas e mais visitadas do mundo”. É importante, ressaltou, que a fotografia seja um instrumento para expressar o gosto pelo debate e pela cultura das duas cidades em praça pública: “Nós estamos de acordo que o lugar público é o melhor para essas manifestações”.

Martins lembrou que, há dois séculos, um francês fez o primeiro registro do Rio e já mostrava amor pela fotografia e pelo vanguardismo das duas cidades. Chamou a atenção também para o acolhimento “excepcional” do povo carioca e das obras feitas pela prefeitura, que devolveram à população a área portuária revitalizada. Ele espera que mais do que comemorar os 200 anos passados, o monumento seja um marco dos dois próximos séculos para as duas cidades.

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