Ministro Ricardo Lewandowski é homenageado em sua última sessão plenária como presidente do STF

Ministro Ricardo Lewandowski é homenageado em sua última sessão plenária como presidente do STF.

Ministro Ricardo Lewandowski é homenageado em sua última sessão plenária como presidente do STF.

Ao fim da sessão de julgamentos desta quinta-feira (08/09/2016), o decano da Corte, ministro Celso de Mello, em nome dos demais ministros, saudou o presidente Ricardo Lewandowski pelo encerramento de sua gestão à frente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro ressaltou que a atuação de Lewandowski nos dois órgãos foi “firme, competente e motivada por superiores razões de interesse público”.

O decano elogiou as medidas adotadas pelo ministro Lewandowski na gestão das duas instituições, “sempre com o elevado propósito de modernizar, agilizar e racionalizar os trabalhos e as práticas processuais, em ordem a conferir real efetividade ao sistema de administração da Justiça”.

“Tem sido para todos nós um grande privilégio poder compartilhar o exercício da jurisdição com Vossa Excelência: um juiz digno, independente, correto e merecedor de todo o nosso respeito”, concluiu.

Em nome do Ministério Público da União, o subprocurador-geral da República, Odim Brandão, parabenizou Lewandowski, em especial pela implantação das audiências de custódia, ato que, para Odim, vai ficar para a história. “A decisão de implementar a audiência traduz o espirito altamente humanista de Vossa Excelência”.

O defensor público Gustavo de Almeida Ribeiro homenageou o presidente do STF pela atenção, cuidado e cortesia com que tratou, durante sua gestão, os feitos relevantes para os assistidos da Defensoria Pública da União (DPU) e a própria instituição. O advogado Técio Lins e Silva, em nome da classe, também parabenizou o presidente.

Despedida

O presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, agradeceu as saudações dos colegas e destacou que, à frente da Corte, teve um mandato tempestuoso. “Eu tive a aventura, ou o destino assim o quis, de ser o magistrado da Suprema Corte que preencheu todas as hipóteses constitucionais previstas para um ministro do Supremo Tribunal Federal”, disse, ao citar a atuação como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, comandando as Eleições de 2010 e o Plebiscito do Pará, a marca de ser um dos cinco membros da Suprema Corte a assumir interinamente a Presidência da República e a coordenação do processo de impeachment.

Lewandowski destacou ainda que considera como um dos marcos mais importantes de sua gestão a ampliação dos canais de comunicação com os membros da Corte e do CNJ, com o Poder Legislativo e Executivo, advogados, Ministério Público, Defensoria Pública, juízes de todos os ramos e graus de jurisdição, associações e sindicatos de servidores. “Se há uma marca pela qual eu gostaria de ser lembrado é de ter realizado uma gestão inclusiva, democrática e participativa”, disse.

“Eu tenho a convicção íntima de que combati aquilo que eu reputei ser o bom combate. Eu conclui a minha missão e, apesar de todos os percalços, mantive a fé nas pessoas e nas instituições”.

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